Quando a Square Enix resolveu anunciar um reboot para a série Tomb Raider, é possível dizer que os fãs da franquia não chilicaram pelo simples fato de que tava tudo tão largado e feito nas coxas que qualquer mudança que viesse, já estava valendo.

Com o lançamento de Tomb Raider, o mundo inteiro viu Lara Croft voltar com toda a força possível ao mundo dos games. O primeiro jogo dessa nova versão mostrava a “origem” da exploradora, sofrendo feito uma desgraçada em uma ilha, após o naufrágio de um navio em que estava.

O jogo era realmente incrível e abriu um baita leque de possibilidades para a nova série. Quando Rise of the Tomb Raider foi anunciado, me empolguei grandão, pois o jogo parecia ainda melhor que o anterior. Fiquei realmente puto ao ver que a Square Enix tinha arrumado um acordo com a Microsoft, tornando o jogo exclusivo por praticamente um ano para o Xbox One (o game saiu poucos meses depois para PC).

Apesar de hoje estar um tanto melhor, o Xbox One não era grande coisa quando o jogo foi lançado, basicamente deixando boa parte da galera que tinha apostado na então nova geração de consoles, mas optou pelo PS4, no vácuo.

Pois bem, um ano depois, Rise of the Tomb Raider finalmente chega ao PlayStation 4 e, finalmente, posso colocar as mãos no jogo e saber se ele de fato é tudo aquilo o que a então meia dúzia de gatos pingados conseguiram jogar. E dá pra falar, sem medo de ser feilz, que o jogo é um dos melhores títulos desse ano (mas que foi lançado no ano passado).

Finalmente uma Lara que não é só vítima

A história de Rise of the Tomb Raider, novamente, traz ligação à família da exploradora, com ela indo atrás de um artefato que seu pai buscava antes de ter, supostamente, enlouquecido e tirado a própria vida.

Isso acaba levando Lara para a Sibéria, onde ela deve enfrentar um grupo atrás do mesmo artefatos e moradores estranhos de uma cidade escondida. A trama é bem qualquer coisa e nada surpreendente, porém, ela funciona bem graças aos momentos de ação e puzzles espalhados pelo mapa.

Assim como acontecia no primeiro jogo do reboot, o começo do jogo é um tanto lento e não empolga muito, mas alguns minutos depois já é possível dizer que o gameplay te prende de um jeito absurdo.

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Uma novidade interessante de RoTR é que a Lara parece realmente estar mais experiente e não mais uma sofredora que só tenta sobreviver. Ela parece mais que sabe o que está fazendo em vez de ser uma vítima que, de repente, consegue se salvar.

Isso acaba por eliminar um dos pontos do primeiro jogo, que era aquela gemeção LOUCA que a Lara fazia de cinco em cinco minutos porque estava sempre se ferrando com alguma coisa nova. Escrever isso pode ter parecido muito estranho, mas é apenas a realidade. A maldade tá nos olhos de quem leu.

Eu acho cada vez mais estranho fazer reviews de jogo que não são “receita de bolo” quando eles são realmente bons como Rise of the Tomb Raider. Sim, o jogo tem gráficos incríveis, os cenários são bem construídos e o trabalho de dublagem é excelente, mas não tem muita coisa a falar sobre a combinação desses elementos além de “Rise of the Tomb Raider é um puta jogo”.

Esteja você jogando no PS4 (que traz suporte ao PS4 Pro, um DLC pro PSVR e todos os dlcs lançados pro jogo), PC ou Xbox One, Rise of the Tomb Raider mostra que a Square Enix acertou em cheio com o reboot da série. O único ponto que poderia ser melhor é realmente a sua história, que parece genérica, mas no geral, quando você pega o controle e resolve jogar de verdade, o título consegue ser uma das melhores experiências dos últimos tempos.

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Se 2016 teve Uncharted 4 colocando fim à história de Nathan Drake, nada mais justo que a Lara Croft mostre que seguirá firme e forte no posto de maior exploradora de tumbas dos games. Posto este que nunca deveria ter deixado.

Rise of the Tomb Raider foi testado com cópia de PS4 cedida pela Square Enix.
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