Review | Jogo Perigoso

Por mais que ainda a sociedade não esteja em um nível aceitável de compreensão dos conflitos enfrentados diariamente pelas mulheres, há de se convir que esse ano diversas obras estão discutindo esses assuntos com o grande público.
Em “Jogo Perigoso” (Gerald’s Game) temos mais um exemplo dos danos causados por essa conduta execrável.

Mais uma de King

Inspirado na obra de Stephen King, temos um cenário onde um casal tenta apimentar a relação passando um final de semana isolados em uma bela casa de campo. Não desejo contar a história por completo, afinal temos dois plots durante todo o filme, mas as metáforas aqui são duras e reais:
  • Eclipse como algo escondido, um segredo assim como olhos vermelhos;
  • Figura do homem mais velho como ser dominante e generalizado;
  • Criança como nossa essência.
Diferentemente de outras obras inspiradas em King, essa versão da Netflix traz um lado meio Mister M, onde absolutamente todas as nuances são explicadas. Penso que isso foi feito para deixar claro que a discussão após o filme deve ser focada no abuso contra mulheres/crianças e na importância de resolver seus problemas internos.

Bela fotografia

Tecnicamente, é importante ressaltar o trabalho de Carla Gurgino (Jessie) e Bruce Greenwood (Gerald), principalmente por suas alterações de “personagem” serem muito naturais e impactantes. Destaco também a parte de produção e fotografia por trazer recursos simples para resolver transições e sequências de cena – Gerald sumir e aparecer novamente.

Pra mexer com todo mundo

Por fim, é importante notar que esse trabalho é realmente angustiante nos fazendo refletir primeiramente em como sairíamos em um situação semelhante e em um segundo momento até que ponto não deixamos que os relacionamentos em nossa vida sejam resolvidos.
Tá aí um bom jeito de começar a repensar atitudes …

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