Star Renegades Review

Jogos de RPG em turno são bastante incomuns hoje em dia, com todo mundo preferindo aquele esquema de “correria e doideira”, deixando aquela calma para saber exatamente o que fazer para títulos de estratégia. Talvez por isso eu tenha ficado animado com a ideia de Star Renegades, um jogo futurista, com gráficos estilosos e o tal esquema de turnos de RPG.

Os trailers vendiam esse climão retrô, com um pé cravado em ficção científica. Eu queria gostar do jogo. Eventualmente eu cheguei lá, mas não foi sem uns momentos de “por que você não me deixa ser feliz?”.

Uma construção de universo legal, mas calma, cara

De um jeito bastante simplificado, Star Renegades conta a história de um grupo de guerreiros que lutam contra invasores de outra dimensão. Esses alienígenas pulam entre universos, destruindo tudo e indo para o próximo. Um robôzinho surge para avisar tudo e aí o jogo de RPG se mistura com um rogue-lite. Caso seus personagens morram, versões de outro universo assumem, com o mesmo conhecimento e equipamento.

Star Renegades

Baita ideia, mas o jogo faz questão de complicar LOUCAMENTE isso no começo. Desde os primeiros momentos de Star Renegades, você é soterrado por exposição e criação de universo, com nomes de planetas, soldados, tecnologias e tudo mais e é quase impossível não ficar meio perdido com tudo.

O mais esquisito é que coisas vão acontecendo e você acaba achando tudo muito mais complicado do que realmente é. Isso porque a história acaba sendo facilmente explicada, mas na tentativa de criar um universo rico para os jogadores, o pessoal da Massive Damage acabou dando mais voltas do que precisava.

O mesmo vale para o gameplay. De maneira bastante simplificada, você tem seus ataques, uma barra com a ordem dos personagens e precisa estudar ataques que vão fazer seus inimigos atrasarem seus avanços. Fazendo assim, você acaba atacando bem mais e tem mais chances de vencer.

Star Renegades

Só que isso é soterrado com diversas informações na tela, explicações truncadas e você fica “Jovem, eu só quero atacar”.

Mas quando o negócio engrena…

Star Renegades é um jogo que peca pelo excesso no começo. Quando você percebe que ele tá só nervoso e querendo impressionar, mas na verdade é bastante simples de se entender, o negócio começa a voar.

A ideia de eliminar inimigos especiais a cada nova incursão, junto com alguns itens que ajudam os personagens a se entrosar melhor e desenvolver golpes especiais também é bem legal, mas conforme você joga, percebe que toda aquela complicação no começo servia como uma forma de mascarar uma simplicidade absurda, até no desenvolvimento dos personagens.

Isso porque a ideia de diferentes versões deles, vindos de outras dimensões, criaria uma oportunidade para brincar mais com a personalidade deles. Só que tudo é feito de maneira superficial, basicamente só mudando a cor das roupas deles. Compreensível, já que por se tratar de um rogue-lite, eventualmente ficaria quase impossível criar coisas pra eles, mas ainda ficou uma sensação de “podia ter ido um pouco além”.

No fim das contas, Star Renegades é um ótimo jogo de RPG quando ele te deixa se habituar com suas mecânicas e universo. Apesar de assustar o jogador no começo com sua avalanche de exposição, é quando ele deixa as coisas correrem naturalmente que ele brilha.

Seu gráfico é muito legal, os combates são bem bolados, principalmente após você pegar o jeito, e é o tipo de jogo que se torna gostosinho de jogar conforme você avança, principalmente se rolar de jogá-lo em um console como o Switch. Jogar como se fosse um portátil é uma delícia! Só vai!

O jogo está disponível para PC, Xbox One/Series S e X e Nintendo Switch.

Sei contar de 1 até batata.

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