Eu sempre fui meio lixo em jogos de luta. Eu consigo não passar vergonha, mas ainda me falta aquela coisa extra pra fazer tudo funcionar na minha cabeça e virar um monstro na porrada (eu não considero muito os da WWE como JOGOS DE LUTA, então não conta).

Só que existe um jogo em que aparentemente as coisas clicam pra mim. E esse jogo é Soul Calibur. Meu primeiro contato foi com Soul Calibur 2, mas fez ir atrás de Soul Blade, de PS1 e assim em diante.

A série sempre me agradou bastante, seja pelo gameplay, personagens ou história. Agora, com o lançamento de Soul Calibur 6, para PC, Xbox One e PS4, é chegada a hora de ver se eu ainda consigo me acertar ou se o negócio mudou tanto que não sei mais o que fazer (spoiler: eu ainda sou uma máquina jogando esse negócio!).

A tale of souls and swords

Soul Calibur VI é uma espécie de soft reboot da série. Em vez de você precisar jogar tudo pra entender como diabos os personagens chegaram ali, você pode simplesmente chegar e aproveitar o jogo. Isso é maravilhoso para que nunca botou a mão em um jogo da franquia, mas também é excelente para fãs de títulos antigos.

Isso porque, depois de Soul Calibur V, todo mundo meio que largou mão da franquia. Mudanças no gameplay, que o deixaram mais lento e incluíram elementos como uma barra de super, tornaram o jogo estranho.

Soul Calibur

Não é a toa que o game acabou sendo esquecido por todos pouco mais de um ano após o seu lançamento e a série foi sobrevivendo por aparelhos, através de remasterizações e versões gratuitas para o PS3 e Xbox 360.

Com Soul Calibur VI, a Bandai Namco parece ter percebido que é a hora do vai ou racha, trazendo de volta um gameplay muito mais fluido, rápido e que me fez lembrar um pouco mais do monstro que eu era jogando Soul Calibur II.

O jogo tem bastante conteúdo single player, como dois modos história, um em que você cria um lutador e parte em uma aventura que mistura exploração, RPG e muita porrada, e outro que explora a trama criada na série.

Ambos podem gerar horas de jogo e, apesar de ter gostado bastante do modo Libra of Souls, com sua exploração, a história de Soul Calibur sempre me interessou bastante, então o esquema que conta a história geral, além de a pequena história de cada um dos personagens, me segurou por MUITO tempo.

Eternaly retold

Tentando ver por um lado mais técnico, Soul Calibur VI não traz grandes revoluções para a franquia. Os gráficos não parecem ter melhorado muito desde o jogo da geração passada, o que poderia ser um problema, mas na parte que ele deveria funcionar, que é na hora da luta, tudo parece tão familiar, mas ainda com um gostinho de coisa nova, que é impossível não se empolgar com ele.

Existe um novo sistema chamado Reversal Edge que permite ao jogador se defender até quando está à beira de morrer, começando um breve jogo de pedra-papel-tesoura, tudo em câmera lenta e que é acompanhada de uma animação de porradão bem legal.

Soul Calibur

Outro sistema incluído no combate é chamado Lethal Hit e é praticamente um especial devastador que, assim como o Reversal Edge, traz uma animação em câmera lenta do lutador arrebentando o outro na bordoada.

Tudo muito simples de fazer e que, na mão de quem sabe jogar, é uma desgraça!

Soul Calibur VI ainda traz um sistema de criação de personagens que é quase tão divertido quanto sair na espadada com outras pessoas. A chance de você passar horas ali e se divertindo horrores é muito grande.

Ainda assim…

Mesmo com tudo isso, Soul Calibur 6 ainda tem seus tropeços. O modo online ainda é pouco organizado, com momentos de espera profunda para conseguir uma partida, que mesmo configurada para trazer alguém com uma boa conexão, ainda traz alguém que parece estar conectado com um modem mobile no negócio.

Os menus não são muito atraentes e, mais de uma vez, o título deu umas congeladas e fechava, mas isso ainda pode ser consertado em futuros patches.

Soul Calibur

No geral, Soul Calibur VI é um jogo que me divertiu como os primeiros e dourados capítulos da série. Ele tem conteúdo o suficiente para segurar o jogador por muito tempo, além de revitalizar o seu esquema de gameplay, mas ainda assim ficando mais próximo do seu tempo de glória.

Se você quer experimentar um jogo de luta que vai te fazer dar mais risada do que vontade de jogar o controle na parede, Soul Calibur 6 pode ser uma boa pedida.

Soul Calibur

PS: A inclusão do Geralt, de The Witcher, é legal, ele é um personagem forte e divertido de jogar, mas jamais chegará aos pés da participação de Link (na versão do Gamecube), Heihachi (na de PS2) e Spawn (no Xbox) em Soul Calibur II. Não tem como competir com aquilo. SIMPLESMENTE NÃO DÁ!

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