Review: Ride 2

Caso você tenha paciência pra ficar de olho, a cada dois meses sai um jogo novo de corrida para consoles e/ou PCs. Se não são jogos com carros dirigindo por ruas estreitas de alguma grande cidade, vemos veículos potentes e luxosos em pistas ao redor do mundo. Apesar de alguns terem boa qualidade, o grandenúmero de jogos com carros acaba fazendo com que seja muito mais difícil se destacar.

Talvez por isso Ride 2 tenha me chamado tanta atenção. Em vez de, mais uma vez, termos carros correndo pelo mundo, temos motos, algo que sempre é deixado em segundo plano e, muitas vezes, como um bônus facilmente ignorado em outros games. Confesso que joguei o primeiro Ride muito pouco, mas a ideia de um jogo de corrida de motos traz um gostinho diferente, além de me fazer lembrar de Road Rash e ficar triste que a EA fica de palhaçadinha e não lança um novo.

Produzido pela Milestone, Ride 2 tem mais de 100 motos, uma porrada de pistas e diversas formas de personalizar suas máquinas e sair correndo pelo mundo. Tudo isso foi uma bela apresentação, mas o jogo presta?

Usando a cara como para-choque

Ride 2 tenta ser um simulador de motos para videogames, trazendo um gameplay com física realista e controles precisos na hora das corridas. O que isso realmente significa é que Ride 2 é bem difícil e, certamente, você vai arrebentar a sua moto e a sua cara nas três primeiras curvas que fizer no jogo, sem saber direito porque você tá esfolando o peito no asfalto. Pô, eu tive a manha de capotar, tal qual um Puff Daddy no clipe de I’ll be Missing You, NUMA RETA.

Quem gosta de jogos mais difíceis, verá que tudo o que você precisa está ali. Física que numa curva um pouco mal feita, vai te jogar com força no chão. Peças da sua moto vão se desgastando ao longo da corrida caso você não tenha cuidado com a forma como toca a máquina pela pista. Tá tudo ali, mas tem algo que, mesmo presente em todo jogo do tipo, funciona maravilhosamente bem para aqueles que não têm paciência pra tudo isso.

Ride 2 tem um dos modos de assistência de gameplay em um jogo de corrida que eu vi nos últimos tempos, tornando uma experiência realmente desafiadora, porém muitas vezes frustrante, em um game que beira o arcade. Quando eu ativei boa parte dessas assistências para ver como ficava, o jogo se tornou algo bem mais divertido pra mim.

Eu sei que não é exatamente o que alguém gostaria de saber se prefere esse tipo de jogo pelo seu realismo, mas desculpa, eu só queria me divertir um pouco mais e consegui. Ride 2 é gostoso de jogar. Se você conseguir se acertar com o realismo, ótimo, terá uma experiência incrível. Caso prefira algo mais arcade, o jogo consegue proporcionar algo bem próximo disso, agradando todo mundo no final.

A quantidade absurda de motos para você usar, aliada a algumas pistas bem interessantes (e uma meia dúzia bem pé no saco), fazem do game algo que me faz questionar os motivos pelos quais mais jogos de moto não são feitos por aí.

Nem tudo é só alegria

Apesar de ser muito bonito, Ride 2 sofre de um mal comum em jogos de corrida, que é o fato de ele parecer vazio, ainda que tenha trocentas motos e pistas para você correr. Parece que sempre falta algo nele para deixar tudo mais emocionante, tudo parece muito estéril, o que acaba tornando a jogatina bem cansativa em certo ponto.

Outro elemento ridículo no jogo são suas músicas. Quando elas tocam nos menus, você não se importa, já que são realmente músicas de fundo, mas elas acabam continuando pelas corridas, dando uma vontade imensa de deixar o jogo no mudo.

Mas é bom ou não é?

Ride 2 é um baita jogo de corrida, não só pra fãs de motos, mas do gênero em geral. Ele é difícil quando precisa, divertido quando você se deixa levar e, mesmo com alguns probleminhas, consegue proporcionar uma baita experiência de jogo.

Ride 2 foi jogado com cópia de PS4 cedida pela Square Enix.
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