Review: Resident Evil 2

A ideia de um remake de Resident Evil 2 já rodava a internet desde que a Capcom refez o primeiro game, ainda lá no Gamecube. Algumas mudanças na trama e principalmente nos gráficos e gameplay fizeram muita gente imaginar como seria RE2 com gráficos e controles melhores.

Depois de mileanos, a Capcom respondeu essa pergunta com o lançamento de Resident Evil 2 para PC, Xbox One e PS4. O jogo foi reimaginado na nova engine da série, apresentada em Resident Evil 7 e mostra mais uma vez a chegada de Leon Kennedy e Claire Redfield em uma Racoon City toda cagada com a epidemia zumbi.

Mesmo jogo, mas diferente

Um dos pontos que os fãs mais queriam saber era se o remake de Resident Evil 2 mudaria muito o original ou se continuaria do mesmo jeito, só que mais bonito. Pois a resposta é sim. Sim porque ele muda coisas do original, beirando mudar DEMAIS, mas sim, ele continua do mesmo jeito, só que mais bonito.

É cretino falar desse jeito, mas Resident Evil 2 é extremamente familiar para quem jogou o original, mas, ao mesmo tempo, consegue ser um jogo totalmente novo. Conversando com o amigo, calhorda e viciado em Resident Evil, Felipe Demartini, do NGP, ele me falou que o jogo mudou MUITA coisa da história, mas ele é doente e lembra de cor sobre tudo de RE.

Resident Evil 2

Tirando um ou outro momento que ficaram marcados na minha memória, o novo Resident Evil 2 é um jogo que funciona demais como história e com gameplay gostoso de jogar.

É bizarro, mas o fato de ter uma jogabilidade mais livre, deixando no passado os controles de tanque da série, tudo parece funcionar de um jeito que faz com que os sustos sejam mais eficazes, em vez de serem resultados de você saber que não vai conseguir se movimentar direito pelo cenário.

Cenário que foi redesenhado, mas continua praticamente o mesmo e está lindo. Graficamente, Resident Evil 2 é impressionante e mostra o quão boa é a nova engine que a Capcom vem usando na série desde RE7.

A impressão que ficou em mim, que sempre gostou muito do jogo original e fez o que podia pra jogá-lo no Nintendo 64 (grande console), é que essa é a versão definitiva de Resident Evil 2. Isso não é somente pelos gráficos e jogabilidade claramente melhores devidos aos avanços tecnológicos, mas o jogo parece clicar melhor para mim agora do que anos atrás.

Muitos acreditam que a Capcom tá, na maciota, fazendo um soft reboot da série, o que pode se comprovar com um eventual remake de Resident Evil 3 (meu episódio favorito da série), o que devo dizer que não é uma ideia completamente absurda.

Se o cuidado tomado com o remake do RE2 for indício de algo, é que a Capcom quer a série cada vez mais popular e deixando de ser um nome por trás de adaptações horríveis para o cinema para voltar a ser um nome de respeito no mundo dos games.

Um jogo que me surpreendeu demais por me fazer gostar novamente de Leon Kennedy e Claire Redfield. Eu já tinha curtido MUITO Resident Evil 7, mas ele é um jogo bastante diferente da série, mesmo com suas ligações presentes.

Com o remake de Resident Evil 2, dá pra falar que a Capcom me puxou de vez pra perto da série. Por favor, não cometam outro Resident Evil 6.

PS: Quando sair o anúncio do remake do Resident Evil 3, eu vou ficar emocionado.

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