Review: Oh…Sir! The Insult Simulator

Um dos sketchs mais lembrados do Monty Python é o Argument Clinic, uma clinica em que a pessoa vai, paga e tem uma discussão sobre qualquer coisa por um número x de minutos. É um conceito absurdo, algo comum quando o assunto é Monty Python, mas muito engraçado, algo também comum quando falamos de Monty Python. Se você nunca viu, sinta-se à vontade para dar o play aí embaixo.

Outro sketch bem conhecida do grupo inglês gira em torno da devolução de um papagaio vendido e que estava morto e pregado na gaiola.

Agora, pense numa versão desse tipo de coisa absurda em forma de videogame. É basicamente isso do que se trata Oh… Sir! The Insult Simulator.

A ideia é aqui é uma luta em que, em vez de sair dando sopapos no oponente, você deve construir insultos que geram danos. Quem terminar com uma barra de energia do oponente, vence a discussão.

É um conceito um tanto cretino, mas que funciona muito melhor do que tinha o direito de funcionar. Tudo porque o jogo sabe exatamente o que é e, por isso, pesa a mão no humor nonsense típico da Inglaterra. Isso faz com que tudo pareça um sketch de Monty Python, o que torna o quanto você vai gostar do jogo depender da sua opinião sobre o grupo de humor inglês.

E eu estou falando tanto de Monty Python porque o jogo claramente se baseia nele, vide a dublagem dos personagens e as situações absurdas. A já mencionada cena da devolução do papagaio morto vira uma das fases de The Insult Simulator, então já dá pra ter uma base do que esperar aqui.

Palavras doem mais que sopapos

The Insult Simulator funciona da seguinte maneira: cada personagem tem direito a pegar uma palavra por rodada de uma lista aleatória. O seu objetivo é conseguir montar um insulto digno pra derrubar o oponente.

O maior problema do jogo é que, muitas vezes, o dano causado parece ser completamente aleatório. Apesar de insultos longos e muitas vezes duplos consigam gerar uma boa pancada, muitas vezes um insulto simples e bobo consegue fazer mais estrago.

Uma forma de driblar isso é encontrando o ponto fraco do oponente. Por exemplo: um dos personagens do jogo é o autor H.P. Lovecraft (sim). O seu ponto fraco são coisas ligadas à realidade. Então, se você conseguir montar um insulto que faça alusão a isso, o dano será dobrado.

Isso é interessante e faz com que você aprenda mais sobre os personagens, que por si só conseguem ser engraçados. A magia de The Insult Simulator é realmente jogar com amigos ou online, já que após um tempo, fica um tanto previsível “lutar” contra o computador.

No geral, Oh…Sir! The Insult Simulator é um jogo pequeno, porém charmoso, engraçado e que rende algumas horas (sim, horas) de diversão descompromissada.

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