Jogos de Dragon Ball Z geralmente são iguais uns aos outros. Você escolhe um dos “guerreiros Z”, muitas vezes focando nas batalhas do Freeza, Cell e Majin Boo. Trocentas sequências e as mesmas lutas se repetindo sem parar. Alguma coisa diferente tinha que ser feita.

Com Dragon Ball Xenoverse, a Namco Bandai conseguiu arrumar um jeito de continuar agradando aos fãs que sempre pagam pela mesma coisa, mas também dar uma inovada na porra toda e dar um motivo pra quem já tava de saco cheio de sempre ver o Goku matar o Freeza.

Fanservice maldito, porém muito bem feito

Logo que você começa a jogar Dragon Ball Xenoverse, toma na cara uma entrada em animação e aquela música de Dragon Ball Z (a Cha La, só que em japonês) e o não tem como deixar de se empolgar. O negócio é realmente maneiro.

Só que a empolgação poderia morrer no momento que você começa o jogo, só que isso não acontece.

Sim, tudo o que você já viu num desenho do Dragon Ball está lá no jogo. Os cenários, o estilo dos personagens, tudo. Só que a apresentação consegue ser diferente graças ao tipo de jogo apresentado.

Em vez de apenas reproduzir as batalhas do anime, Dragon Ball Xenoverse aproveita o material que todo mundo conhece e joga uma história diferente em cima, criando um universo em que tudo é familiar, mas ainda assim novo.

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A história do jogo é a seguinte: vários pontos fixos da timeline de acontecimentos de Dragon Ball acabam sendo alterados e, por isso, uma “polícia do tempo” resolve impedir que o destino do universo seja alterado.

No controle de um novo personagem, criado por você, é possível passar por diversos momentos da história da saga Dragon Ball Z, tentando consertar pequenos erros de continuidade. Dessa forma, as coisas acontecem como deveriam, enquanto você e Trunks investigam quem está realizando essas mudanças temporais.

O fato de o game trazer essa história nova, ainda que chupinhando loucamente tudo o que já foi lançado antes, é bem interessante, pois dá aquele gostinho de novidade que os jogos de Dragon Ball não apresentam há, pelo menos, uns 10 anos.

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O simples fato de você pode criar um personagem, que pode ser um homem ou uma mulher de uma das raças principais da saga Dragon Ball, é bem divertido e gera alguns belos momentos de GOSTOSAS RISADAS ao ligar o modo online. Apesar da quantidade absurda de Saiyajins (como o meu caboco), existem variações de personagens, zoeira e o escambau. O que me leva a um dos pontos que eu mais vi potencial em DBX.

Quase um MMO

Dragon Ball Xenoverse pode ser encarado como um jogo single player em que você sai dando porrada e consertando a timeline de DB. Só que se você acionar o modo online, conseguirá interagir com outros jogadores dentro do HUB do game, uma cidade do tempo. Ali, como num MMORPG, você vê a galera fazendo nada, conversando, comprando itens e o escambau. Junto com esse pessoal, você pode criar grupos para lutar entre si ou encarar missões em conjunto.

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Apesar de ficar um pouco na aparência, a ideia de um MMO REAL de Dragon Ball se mostrou realmente interessante somente por essa possibilidade criada por Dragon Ball Xenoverse. Imagine você podendo ir para diversos planetas mostrados na série (ou até outros inéditos). Vários lutadores criados pelos jogadores tentando salvar o universo (ou destruí-lo). Campeonatos de lutas para saber quem é o mais forte.

Esse negócio teria muito potencial e Xenoverse deixou isso bem claro.

A pancadaria come solta

Eu deveria ter falado mais sobre a parte mais técnica de Dragon Ball Xenoverse, então vamos lá. Os gráficos do game são bonitos e agradam bastante, principalmente se você curtia os traços do Akira Toriyama. Nos controles, o jogo acerta e derrapa ao mesmo tempo.

Eu joguei alguns dos games de Dragon Ball que saíram pra última geração e sempre me dava um ódio controlar os lutadores. Era sempre truncado e no final das contas, eu acabava apertando botões loucamente na torcida que algo aconteceria. Em Xenoverse, o jogo passa a impressão de te deixar mais no controle de suas ações, sabendo exatamente quando encaixar um golpe mais fraco com um mais forte, ou sair arrebentando geral com umas bolas de energia.

Dragon Ball Xenoverse

Mesmo assim, por alguns problemas de câmera e o tamanho dos cenários, você fica muito refém do esquema para travar a mira em um inimigo. Isso funciona muito bem quando você tem que lutar contra apenas um maldito, mas quando existem vários, o negócio fica caótico demais. Em dado momento, isso acontece em um lugar fechado, o que simplesmente te deixar com ódio para socar bebês.

Tirando isso, jogo roda redondinho.

Veredito: O céu ainda resplandece ao meu redor

No final das contas, Dragon Ball Xenoverse surpreende bastante ao se mostrar um jogo divertido, diferente e que ainda consegue fazer o cafuné no cangote de todos os fãs de Dragon Ball. Se você gosta da série, com certeza vai pirar forte com o jogo. Se você não gosta, ainda é capaz de você se divertir por alguns momentos, sem medo de ser feliz. Sério, finalmente acertaram a mão com esse negócio.

Reviews dragon ball

Dragon Ball Xenoverse foi analisado no PlayStation 4, em cópia cedida pela assessoria da Namco Bandai no Brasil.

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