Eu realmente não gosto de Deus Ex: Human Revolution. Tem algo no jogo que eu olho, reconheço suas qualidades, mas me dá vontade de fazer voar na parede (assim o faria se essa merda não fosse digital). Não dá. Talvez, por isso, eu comecei Deus Ex: Manking Divided, sua sequência, esperando a mesma experiência sofrível que passei anteriormente. Eis que, tirando um momento que me fez falar “Quer me f*der me beija”, o jogo é muito mais legal que o anterior. Mas MUITO mais.

Mankind Divided já começa de um jeito que resume completamente Human Revolution em uma cutscene de 15 minutos, tirando toda a obrigatoriedade de ter jogado aquele negócio. Em seguida, ele te apresenta em um momento de combate, mostrando que os comandos tanto pros momentos “EU GOSTO DE DAR TIRO” ou saindo na maciota são bem fluidos.

Os gráficos de Deus Ex: Mankind Divided são muito bonitos, apesar de passarem muito naquele filtro “tudo é marrom, cinza e laranja”. A história tem alguns bons momentos, mas, num geral, é bem qualquer coisa. Rola toda a conspiração contra os humanos modificados, um atentado que só aumenta a tensão entre a população e muito guardinha nervoso querendo te peitar e depois tomando tiro pra largar mão de ser otário.

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Além do modo “campanha”, o jogo conta com o modo Breach, que coloca o jogador no controle de um hacker entrando em servidores (com ajuda de realidade virtual), tentando derrubar grandes corporações. É um modo bem divertido e que, com elementos de multiplayer, com seus rankings e tudo mais, dá mais vontade de ficar jogando do que se tivesse apenas o modo história.

Percebam que eu estou falando de maneira um tanto seca sobre Deus Ex: Mankind Divided, só mandando “Isso tá bom, isso tá mais ou menos”, mas eu acho que o maior problema dele é exatamente isso. Ele não é um jogo magnífico, que vai mudar a vida de alguém, com uma história fantástica que fica na sua mente, com combates emocionantes que tiram o fôlego ou tem os gráficos mais bonitos dos últimos tempos.

Ele faz o que precisa certinho, sem muitos problemas, mas é só isso. Ao terminá-lo, eu tive uma sensação de “Ok, legal” e pronto. Isso não é algo ruim, mas Deus Ex: Mankind Divided passou bastante a impressão de ser um jogo esquecível. Tirando UMA missão que eu considerei mais interessante e que coloca Adam Jensen no meio de uma investigação de assassinato, o resto é meio que “tá, acabou”.

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Deus Ex: Mankind Divided é um bom jogo, diria que vale todo o seu valor de lançamento por proporcionar horas de diversão (o negócio é legal mesmo), seu universo é realmente interessante, mas, a não ser que você se empolgue MUITO com ele e vá atrás de seus DLC (o primeiro sai logo mais), a chance de você não encostar mais nele após terminá-lo é enorme.

Apesar dos pesares, Vaultinho aprova

Apesar dos pesares, Vaultinho aprova

Deus Ex: Mankind Divided foi testado com cópia de PS4 cedida pela Square Enix.
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