Review: A Plague Tale: Innocence

Quando A Plague Tale: Innocence foi anunciado anos atrás, eu confesso que não estava dando muita moral para o jogo, apesar de os trailers parecerem muito bonitos. O fato de ter muito rato, contando a história de uma menina tentando sobreviver com o irmão à peste negra, me deixou meio assim, afinal de contas, como isso poderia ser desenvolvido como um jogo?

Pois bem, A Plague Tale: Innocence já está disponível, joguei até o final e posso dizer, sem dúvidas é um dos jogos que mais me surpreendeu nos últimos tempos. O jogo te coloca no controle da jovem Amicia e seu irmão Hugo.

Eles vivem separados, já que Hugo tem uma doença misteriosa, então a jovem gasta o seu tempo caçando com seu pai. Após a Inquisição invadir suas terras e matar seus pais, Amicia se vê obrigada a fugir com Hugo em busca da ajuda de um médico que pode ajudar com a doença do irmão.

Tudo isso acontece na França, no auge da Peste Negra, o que cria um cenário desesperador. O jogo tem muito uma pegada de stealth no começo e vai evoluindo até se tornar um jogo de ação.

Parece absurdo (e é um pouco), mas as escolhas do jogo, mesmo não funcionando tão bem quanto deveriam, fazem bastante sentido e não dá nem para ficar meio puto porque rolou coragem pra fazer algumas coisas ali.

A Plague Tale é um game que me deixou bastante impressionado por ser bonito, ainda que algumas animações façam questão de cagar isso em alguns momentos.

No geral, os cenários são bem construídos e a imersão fica completa se você escolher a dublagem em francês. No começo parece estranho, principalmente se você não costuma jogar nada em idiomas além do inglês e português, mas funciona DEMAIS para tornar toda a jornada mais interessante.

A Plague Tale: Innocence não é um jogo particularmente longo, o que torna o preço de lançamento dele um pouco salgado, mas ele certamente compensa na história e na construção dos personagens principais. Existem alguns coadjuvantes carismáticos, mas nada que chame muito a atenção.

No final das contas, o game é uma boa pedida para quem quer sair um pouco daquela coisa de só jogar os maiores lançamentos do momento.

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