Como assim o Netflix quer fazer uma série de The Legend of Zelda?

Zelda

Depois de abraçar os heróis renegados da Marvel, parece que o Netlix está de olho em outro filão nerd: os jogadores de video game. O Wall Street Journal decidiu acabar a semana com uma bomba no colo de todo mundo afirmando que o serviço de streaming quer fazer uma série em live-action inspirado em The Legend of Zelda.

Segundo o jornal, o seriado se chamaria apenas Zelda e contaria a história de Link, um garoto que teria de percorrer o mundo fantástico para salvar a princesa-título. Em outras palavras, o plot básico de todos os jogos lançados até agora e que não significa nada.

A publicação diz ainda que a ideia é fazer algo em uma pegada mais próxima de Game of Thrones em termos visuais e com uma atmosfera mais épica, mas sem todos aqueles peitinhos, as cenas de nudez e toda a putaria que a gente está acostumado a ver na HBO. Segundo um informante ligado ao projeto, a proposta é fazer algo mais voltado para a família — o que faz todo sentido vindo das Nintendo.

Esse mesmo contato disse ao Wall Street Journal que o Netflix está trabalhando bem próximo da Big N para garantir a fidelidade esperada. No entanto, ele afirma que a produção da série ainda está em seu estágio inicial e que eles ainda estão em busca de um roteirista e que ainda é preciso um longo caminho para que a ideia saia do papel — se é que isso vá mesmo acontecer.

E, apesar de estar todo mundo empolgado com a notícia, eu permaneço um pouco incrédulo. Não só porque duvido que isso vá realmente acontecer, mas porque não consigo ver um The Legend of Zelda em live-action sem soar ridículo. Mais do que ser um bando de cosplayer correndo em cena — o que, de certo modo, não é ruim —, as comentadas interferências da Nintendo para tentar deixar a coisa mais familiar pode ser o grande problema.

Por mais que funcione no jogo, batalhas mais limpas e sem sangue podem soar bem estranhas em um ambiente medieval mais “sujo” e “real” — levando em consideração a comparação com Game of Thrones. Isso sem falar que o próprio arsenal de Link, se for usado, vai só ajudar a causar estranheza. Em outras palavras, um belo material para os fãs reclamarem no futuro. Tudo bem que tem uns fanfilms muito bem feitinhos e tal, mas não sei até que ponto é bom o suficiente para manter uma série assim.

Se o Netflix quer mesmo investir em algo da série, que tente ressuscitar aquela animação que surgiu tempos atrás. Aí sim.

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