Top 10 Lutas da WWE em 2016

2016 foi um ano que tudo aconteceu na WWE. Main event de Wrestlemania vaiado, finalmente as mulheres deixaram de ser Divas, ganharam um cinturão e até foram main event de PPV. Ano que rolou brand split, mais gente do Japão chegando no roster, pessoal do NXT finalmente deixando de ser o futuro para se tornar o presente e até John Cena começando a sua longa despedida.

Pensando nisso, e como estamos na última semana de 2016, esse aninho bizarro, resolvi falar sobre as dez melhores lutas, na nossa opinião, que rolaram nos ringues da WWE. Eu poderia ter feito um Top 10 sobre wrestling no geral, contando com algumas lutas da PWG, TNA pra falar do Broken Matt Hardy, ou colocar quase inteiro o Wrestle Kingdom 10, do NJPW. Só que eu não assisti TUDO como a WWE, então vai isso aí mesmo porque pra quem é, tá louco de bom.

10) Goldberg vs Brock Lesnar (Survivor Series)

https://www.youtube.com/watch?v=WgvFziw_W2I

Sim, uma luta de menos de 2 minutos, com dois wrestlers que aparecem só de vez em quando, tomando o tempo de novos lutadores em PPVs. Já falei mais de uma vez que tô de saco cheio do Brock Lesnar, que de monstro, agora virou replay de suplex, tomando bomba pra lutar no UFC e cagando pra WWE.

Talvez por isso, a luta dele contra o Goldberg, um rematch do confronto do Wrestlemania 20, me agradou tanto. Eu tava muito esperando uma luta lixo, mas o Goldberg ter humilhado o Lesnar acabou com a palhaçada de Suplex City. Ainda acho que a eventual próxima luta dos dois (eles estarão no Royal Rumble, mas vai ter 28 outros lutadores pra acabar com a brincadeira deles, então nem conta) será um saco, mas essa luta foi realmente surpreendente e divertida de assistir.

9) Kota Ibushi vs. Cedric Alexander (Cruiserweight Classic)

Mudando completamente o ritmo da lista, o Cruiserweight Classic foi basicamente “queridinhos do circuito independente fazendo flippy shit na WWE”. Um campeonato que reuniu uma galera interessante de lutadores de todo mundo e que, finalmente, fez mais pessoas conhecerem Kota Ibushi, um dos melhores wrestlers do mundo, independente de seu peso ou tamanho.

Numa luta que claramente mostra o melhor do flippy shit com propósito, algo que ficou bem claro nesse campeonato. Fora que foi uma luta tão absurda que fez com que o Triple H basicamente contratasse o Cedric Alexander na frente de todo mundo no final.

8) The Miz vs. Dolph Ziggler (No Mercy)

Durante anos, o Miz era o típico wrestler chato da WWE. Era sempre a mesma coisa, boas promos, todo mundo odiava o cara. Só que, de um ano e pouco pra cá, ele começou a mostrar evolução. Ele já não era aquele lutador medíocre, mostrando que era capaz de boas lutas. Parece que ele tava chegando a algum lugar, mesmo depois de ter sido main event de um Wrestlemania.

Tudo culminou em uma participação no programa Talking Smack. Num esculacho mais real do que o necessário, o cara esculachou o Daniel Bryan e parece ter entrado em modo “SEUS PUTO, OLHEM O QUE EU CONSIGO FAZER”. Numa luta, que merecia ter sido o main event do No Mercy, ele lutou contra Dolph Ziggler, que também é bom quando tem um propósito na WWE.

A luta é, provavelmente, a melhor luta individual do Miz na WWE. Seja pela história que ela conta ou pelos golpes, tudo ali funcionou muito bem. Nada mais justo pro cara que, se for colocar na ponta do lápis, é o melhor heel da empresa no momento.

7) Sasha Banks vs. Charlotte vs. Becky Lynch (WrestleMania 32)

Durante muito tempo, lutas femininas na WWE eram sinônimo de “pausa pro banheiro”. Lutas de 2 minutos, com histórias que eram basicamente “eu tenho inveja/sou louca”, com as minas só servindo pra serem bonitas. De uns dois anos pra cá, graças ao NXT, tudo mudou e acabou culminando nessa triple threat no Wrestlemania 32.

3/4 das Four Horsewomen fizeram aquela que provavelmente foi a melhor luta do “Maior Wrestlemania da história”. Desde o momento no começo do show, quando foi anunciado que elas não seriam mais chamadas de Divas e ganhariam um cinturão novo, substituindo aquele cinturão de tramp stamp, tava tudo pronto pra lutar ser boa.

No começo, elas pareciam meio nervosas e a luta tava corrida demais, mas, com o passar dos minutos, elas encontraram o ritmo e de fato fizeram história no Wrestlemania.

6) AJ Styles vs. John Cena (SummerSlam)

https://www.youtube.com/watch?v=lI5e2FzHzFw

É possível falar que o MVP da WWE em 2016 foi o AJ Styles. Sim, a luta está no meio da lista, mas, como um todo, o cara realmente mostrou a que veio. Em janeiro, ainda no NJPW e parte do Bullet Club, ele fez uma das melhores lutas do ano em qualquer empresa, contra o Shinsuke Nakamura, durante o Wrestle Kingdom 10. Pouco tempo depois, ele apareceu no Royal Rumble. E dali pra frente, o cara não parou mais.

Enquanto muita gente chega na WWE e vai tentando mostrar seu trabalho aos poucos pra chegar no topo, AJ Styles, com seus 4x anos, chegou precisando estar no topo PRA ONTEM. E pra mostrar isso de uma vez, ele teve essa luta contra o John Cena, no Summerslam.

O Cena viu na nova galera que vem chegando ao main roster como uma chance de mostrar que sabe sim lutar, além de não precisar mais levar sozinho a empresa nas costas. Por causa disso, quando precisa, o cara dificilmente decepciona, deixando pra trás aquela coisa de Super Cena e entregando só lutão.

A luta dele contra o AJ Styles foi um absurdo, com os últimos minutos indo FULL ANIME, porque meu deus do céu. 2016 termina com AJ como o campeão da WWE (aquele Universal Title não é tão maneiro quanto o original), Cena marcando luta pelo cinturão no Rumble e a quase certeza de que teremos mais uma luta foda no começo de 2017.

5) Charlotte Flair vs. Sasha Banks, Falls Count Anywhere

Depois do Wrestlemania, rolou um “Agora vai?” com as mulheres da WWE. O ano terminou com a certeza que a empresa enrolou todo mundo, tendo um lado do roster, no Raw, sendo ignorado e o foco sendo só na Charlotte e Sasha Banks. Sasha, que nunca deveria ter virado babyface, mas tava ali lutando contra a Charlotte e brincando de batata quente com o cinturão, ganhando num Raw e certamente perdendo no próximo PPV. A vantagem é que as lutas “importantes” entre as duas sempre são boas. Um pouco antes dessa Falls Count Anywhere, as duas já tinha sido o primeiro main event feminino de um PPV, o Hell in a Cell, que teve uma pressão fudida e foi uma luta ok.

Já essa aqui, realmente o bicho pegou. Eu acho que foi a primeira vez que vi uma luta entre as mulheres na WWE com direito a uso de kendo stick, bordoada de tudo quanto é jeito, Charlotte cheia de vergões pelos braços e pernas por causa da surra. A luta pareceu uma briga MESMO, tanto que se ela começa meio lento, lá pra frente vira uma coisa de outro mundo. Certamente a melhor luta feminina da empresa no ano.

4) Cesaro vs. The Miz vs. Kevin Owens vs. Sami Zayn (Extreme Rules)

https://www.youtube.com/watch?v=O-HOqkHEW7k

Sim, mais Miz aqui porque 2016 o cara foi mó bem. Esse Fatal 4 Way não foi tão sensacional quanto aquele lendário do NXT Takeover, mas foi incrível do seu jeitinho. Começa pelo fato de que são quatro lutadores com estilos completamente diferentes uns dos outros, o que deixou a luta bem mais interessante.

Desde o começo da luta, com o Sami Zayn com finisher acumulado e querendo matar rápido o Kevin Owens, cada um dos lutadores teve o seu momento no combate, que ajudou a empurrar a história dos quatro. Vale demais ver essa luta, que acabou por dar o caminho para o terceiro lugar da lista.

3) Sami Zayn vs. Kevin Owens (WWE Battleground)

Sami Zayn vs Kevin Owens é provavelmente a rivalidade mais “natural” da WWE hoje em dia. Quando o Sami tava no NXT, o Owens tava pelo mundo. Quando finalmente um ganhou o cinturão, o outro estreou, rolou alegria e traição. O Owens foi pro main roster, enquanto o Sami tava machucado. No começo do ano, o Sami voltou, finalmente foi pro main roster e começaram a brigar novamente. Por causa da vontade de um quebrar o outro, o Sami não conseguiu o Intercontinental Title. A treta precisava acabar (por ora).

No Battleground, eles tiveram a melhor luta juntos na WWE. Em dado momento, o Sami tenta dar uma cambotinha nas cordas e botcha a parada, caindo errado. Outros lutadores poderiam não aproveitar o momento. Só que o Owens não é como os outros lutadores. Ele aproveita e começa a trabalhar pra machucar ainda mais o ombro do Zayn.

O botch acabou deixando a luta ainda melhor. O final dela é digno de final de Wrestlemania. Depois disso, Owens acabou virando Universal Champion e o Sami tá aí. Eu ainda tô com a esperança de eles terem algo grande preparado pra ele (Rumble tá logo aí). Vai que rola a revanche de verdade no Mania, né?

2) The Revival vs. DIY, 2 out of 3 falls (NXT TakeOver: Toronto)

Eu nunca me empolguei muito com lutas de tag team, talvez porque sempre achei esse tipo de luta meio truncada. Esse ano meio que serviu pra dar um tapa na minha cara e mostrar que sim, esse tipo de luta pode ser frenética. Depois de 2015 ser o ano do American Alpha, 2016 foi o ano que mostrou que o melhor tag team da WWE, independente de ser main roster ou NXT, é o The Revival.

Geralmente, tag teams atuam como lutadores individuais que, em momentos específicos, passam a vez pro outro, rola um finisher safado entre eles e pronto. Só que o The Revival é provavelmente a única que realmente atual como uma unidade. Tudo o que eles fazem é baseado nos dois integrantes, fazendo com que tudo funcione tão redondinho que fica impressionante de assistir às lutas dos caras.

Essa 2 out of 3 falls mostrou esse talento dos caras e reforçou a dupla Johnny Gargano e Tomaso Ciampa, que também tiveram que trabalhar como uma unidade. Se 2016 teve um monte de storyline cretina, ainda é possível dizer que o ano ajudou a firmar o retorno dos tag teams decentes na WWE.

1) Sami Zayn vs. Shinsuke Nakamura (NXT TakeOver: Dallas)

Durante um bom tempo, a ideia de ter Shinsuke Nakamura na WWE parecia algo absurdo, mas que no início de 2016 parecia se tornar realidade. Quando finalmente foi anunciado que o japonês tinha assinado com a empresa, muitos se perguntaram quem seria o seu primeiro oponente. Ao mesmo tempo, Sami Zayn já estava se despedindo do NXT.

Eu já falei aqui sobre isso, mas repito que se o NXT hoje tá do tamanho que está, é por causa do ano de 2014, que foi dominado pela jornada do Sami Zayn até o cinturão. Por causa disso, ele era meio que a cara do negócio. Só que se machucou e ficou boa parte de 2015 de molho. Nesse meio tempo, Finn Balor virou o novo “astro” da NXT, mas o Sami ainda era a alma do negócio. Ele precisava de uma despedida à altura.

A luta entre Sami Zayn e Shinsuke Nakamura foi anunciada e, apesar de no papel ser uma baita luta, ela ainda tinha tudo pra ser bem qualquer coisa. Não tinha rivalidade, não tinha nada. Era só a despedida de um e a chegada de outro.

Antes de a luta começar, os dois pararam no meio do ringue e a galera já tava louca. Aquilo ali já era o suficiente para imaginar que algo realmente especial estava prestes a acontecer. Nakamura motivado (algo que não aconteceu tanto ao longo do ano no NXT) é uma coisa impressionante. Zayn é provavelmente o melhor wrestler da WWE quando o assunto é fazer você se importar com o que tá acontecendo no ringue.

Lá pelas tantas, os dois caem exaustos no ringue e a galera grita FIGHT FOREVER, provavelmente o melhor grito de torcida dos últimos 12 meses na WWE. Ninguém queria aquilo acabasse, de tão sensacional que estava.

Nakamura foi mostrado para um público que não o conhecia dos tempos de NJPW, mostrando do que era capaz. Sami Zayn teve a melhor despedida daquele que era o programa que ele ajudou a crescer no nível que está. Agora é esperar pelo que a WWE vai oferecer em 2017.

EU AINDA QUERO ACREDITAR NAQUELE MAIN EVENT DE OWENS VS ZAYN PELO UNIVERSAL TITLE! (não vai rolar, mas IMAGINA!)

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