Jogos rítmicos ou musicais quase sempre fizeram parte do mundo dos games. Seja através de pequenos minigames dentro de outros títulos ou com seus próprios jogos, o gênero se mostrou fantástico pra qualquer momento de descontração nos games, unindo a videogame e música de uma maneira muito mais direta do que normalmente acontece.

Nas últimas semanas, rumores sobre novas versões de Guitar Hero e Rock Band surgiram através de fontes seguras. Pra já entrar nesse embalo, reunimos 10 dos maiores títulos do gênero para vocês. Obviamente, essa lista é totalmente uma obra da minha cabeça, então você pode (ou não) discordar dos títulos aqui presentes.

1) Guitar Hero

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O jogo que fez o gênero explodir de verdade, Guitar Hero tinha tudo pra dar errado. Um jogo em que você precisava comprar uma guitarra de plástico pra poder jogar, aumentando relativamente o seu preço, não deveria ter feito o sucesso que fez, mas a sua trilha, cheio de músicas de rock devidamente licenciadas e pronto.

2) Rock Band

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Quando a Harmonix, produtora responsável pelos primeiros títulos de Guitar Hero, se desligou da Activision, optou em criar uma alternativa ao jogo musical. Rock Band pegou o esquema de periféricos e multiplicou por quatro, possibilitando que bateristas e vocalistas também participassem da brincadeira.

Com três versões disponíveis, sendo a terceira a mais completa, e cinco anos quase ininterruptos de DLCs semanais, Rock Band se tornou sinônimo, junto de Guitar Hero, de games musicais. Fora que instale essa desgraça numa festa com uns amigos mais alcoolizados e presencie a mágica acontecer.

3) Guitar Hero 3

O último Guitar Hero que prestou de verdade, Guitar Hero 3 foi talvez o momento em que as coisas começaram a virar para a Activision e a franquia. Conseguindo um sucesso absurdo, tendo até o Slash como garoto propaganda, o jogo apresentou ao mundo a punhetação máxima de Dragonforce, além de fazer muito moleque que tinha comprado um PS3 ou Xbox 360 se viciar em várias bandas de rock.

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Depois de GH3, a Activision, graças ao sucesso de Rock Band, começou a enfiar mais instrumentos nas sequências da série, algo que só cagou forte no rolê, saturando o mercado e, momentaneamente, matando o gênero.

4) Rocksmith 2014

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Mesmo assim, outras empresas continuaram investindo nesse tipo de jogos, vide a Ubisoft e seu Rocksmith. O game prometia não só divertir, mas também ensinar os jogadores a tocar um instrumento de verdade. Para isso, saíam os controles de plásticos e entrava a guitarra de verdade, ligada ao console ou PC através de um cabo especial.

Na versão 2014, o game permitia, além da guitarra, o uso de um baixo para tocar as várias músicas do seu catálogo (o primeiro tinha essa opção de baixo via DLC). Apesar de não ter tantas músicas sensacionais como RB, Rocksmith é mais divertido do que se espera e serve mesmo como uma porta de entrada para aqueles que gostariam de tocar guitarra mas nunca tiveram a manha.

5) The Beatles: Rock Band

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Durante um tempo, tanto Guitar Hero quanto Rock Band enveredaram para um lado de jogos especiais. Guitar Hero teve jogos focados em bandas específicas, como Van Halen e Metallica, enquanto Rock Band teve Green Day e a banda com o melhor jogo, The Beatles.

Seja pela ambientação de cada momento da banda, as músicas ou o fato de que você realmente vê os Beatles “evoluírem” conforme avança, é inegável, seja fã ou não da banda, que a Harmonix realizou um trabalho fantástico com o game.

6) Guitar Hero Encore: Rocks the 80s

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Depois de ter lançado Guitar Hero 2, a Harmonix usou o game como base para criar mais um capítulo da franquia. Guitar Hero Encore: Rocks the 80s, como o nome já entrega, traz o melhor do metal farofa e rock sensacional dos anos 80.

O setlist do negócio é fantástico, trazendo músicas como 18 and Life, do Skid Row, Electric Eye, do Judas Priest, e Turning Japanese, do The Vapors. O jogo também é bem válido por ser a última parceria da Harmonix com a Activision.

7) Parappa The Rapper


Nem só de jogos com guitarrinhas de plástico sobrevive um gênero. Por isso, temos que falar de outros jogos musicais/rítmicos, como Parappa The Rapper. Lançado para PlayStation, o jogo colocava um cachorro(?) rapper que luta na base do rap e porrada contra alguns oponentes.

As músicas do game são divertidas (KICK PUNCK IT’S ALL IN THE MIND), o visual é interessante e que jogo maneiro, gente.

8) Tap Tap Revenge

Durante um tempo, a série Tap Tap foi a mais rentável dos games mobile, fazendo com milhões de pessoas ficassem cutucando a tela dos seus celulares para seguir o ritmo de uma música.

Com quatro versões lançadas, Tap Tap Revenge tinha o seu gameplay baseado em Dance Dance Revolution, da Konami, com a diferença que você não precisava dançar freneticamente. O jogo fez muito sucesso, mas após a aquisição da sua produtora pela Disney, game acabou sendo descontinuado e retirado da App Store.

9) AudioSurf

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Antes de Rock Band, a Harmonix havia criado Amplitude, um game em que você controlava uma nave, se movimentando de acordo com uma música. Tempos depois, surgiu AudioSurf, um game que segue o mesmo preceito, mas com a possibilidade de utilizar melodias do seu computador.

Controlando a nave por três faixas, você deve passar blocos específicos e meu deus, como ele é divertido. Pegue uma música mais agitada e CHORE tentando conseguir 100% no jogo.

10) Patapon

Pra fechar, um jogo de PSP que merece toda a adoração que existe em torno de si. Patapon traz a história de uma tribo de guerreiros que você controla com o som de batidas específicas em um tambor.

Com duas sequências lançadas (e igualmente divertidas), Patapon foi um dos títulos que faziam valer a compra de um PSP (além daquela malandragem de transformar o portátil numa máquina de emuladores). O game não tinha músicas conhecidas, mas era praticamente impossível não sair cantando patapatapatapon depois de cinco minutos jogando.

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