Taylor Swift podia fazer mais discos como Folklore

Eu quero começar isso falando que não sei fazer review de álbuns musicais. Na real, eu nunca tentei de verdade, até porque música é o tipo de coisa que não gosto muito de discutir hoje em dia porque tem tanto estilo e todo mundo tem gosto cagado. Você pode pensar que tem bom gosto, mas outra pessoa preferia tomar tapa na cara a ouvir isso que você gosta. O mundo é assim não é meu papel tentar mudá-lo nesse aspecto.

Dito isso, eu sempre quis falar sobre música porque gosto disso e parece que encontrei a melhor forma de fazer isso. Fazendo uma espécie de resenha ou sei lá que de Folklore, novo disco da Taylor Swift. “Por que Taylor Swift?”, você pode perguntar, e eu respondo “Porque fiquei com vontade e é isso aí”.

Eu nunca entendi direito porque uma galera tem total ranço da Taylor Swift. Tirando o fato do Kanye West ter tirado o prêmio da moça naquele VMA que ninguém realmente se importa mais e um ex-produtor ter feito praticamente o catálogo inteiro dela de refém por ser um malandro, tem bastante coisa positiva pra ser dito sobre ela como artista.

Fora que essa música aqui é realmente boa e se você não aceita isso, é um problema seu.

Então, chegamos em Folklore, o oitavo disco da Taylor Swift, anunciado DO NADA, no meio de uma pandemia e com participações de Bon Iver e que é basicamente um disco de indie folk. Essa porra não deve fazer sentido algum, então é essa a jornada que vai se iniciar aqui. O disco tem 16 músicas e chegou a hora de eu ouvir com calma pra falar merda ou elogiar pra caramba. Boto fé na moça.

Música boa é aquela que você ouve e pensa “PUTZ”

Folklore é basicamente Taylor Swift se em vez de ter ido mais pro lado do pop, evoluiu lá daquela mocinha que cantava música country fofa e sofrida pra uma mulher que canta música folk sofrida. E sofrida pra cacete.

Se você só ouvir boa parte do disco sem prestar muita atenção nas letras, ele é bastante homogêneo, ainda que bem produzido. Nada que emocione, mas tudo bem feitinho. O negócio, como deveria ser nesse caso, é quando a Swift começa a cantar e você para pra prestar atenção nas letras. Aí você percebe um tema bastante comum na maioria das músicas do disco, que é o de amor perdido e da dúvida do “E se…?” que permeia esse tipo de situação.

Apesar de algumas da canções de Folklore saírem um pouco dessa temática (Epiphany, por exemplo, parece uma música de alguém que foi pra guerra), é possível dizer que a Taylor Swift fez um álbum sobre lembranças, muitas delas ainda doídas e que impedem a pessoa de continuar a vida da mesma forma, ou que fizeram com ela mudasse pra poder fazer isso.

As primeiras músicas já mostram bem o que esperar do disco, com the 1 mais melancólica falando sobre o que poderia ter sido com um ex. cardigan, música que ganhou clipe, tem uma pegada mais “sexy”, mas ainda parece uma música boa mesmo pra se ouvir vendo a chuva cair. E aqui eu lembrei como a voz da Taylor Swift é gostosinha de ouvir.

Apesar de ter gostado de várias músicas, a que BATEU foi exile, em que a cantora faz um dueto com o cantor Bon Iver. Bateu e não bateu fraco.

É o tipo de combinação de artistas que não deveria dar certo, mas funciona muito bem, com um equilíbrio legal e uma letra sobre um relacionamento que acabou, mas que ambos ainda sentem uma conexão e falta de pertencer um ao outro.

É estranho como o tema das músicas de Folklore não são muito diferentes ao de outros discos da Taylor Swift, mas talvez pelo estilo das músicas, elas parecem mais acessíveis. Parece uma colocação esquisita, já que música pop tem como papel ser o mais acessível possível, mas parece que foi com Folklore que eu consegui entender um pouco melhor a Taylor Swift como artista, em vez de só “estrela pop”.

Não sei se Folklore é um caminho que ela possa seguir com a carreira ou se foi só um álbum que a pandemia ajudou a tirar da gaveta de ideias dela, mas é um disco que me faz ter vontade de acompanhar mais e até revisitar algumas coisas da Taylor Swift. Sem zoeira, o negócio ficou bom mesmo e me faz torcer pra que seja essa nova linha que ela queira seguir no futuro.

Eu realmente imagino que tenha coisa parecida a ele em outros discos dela, mas a ideia de ver uma Taylor Swift amadurecendo ainda mais com essa pegada é algo que me interessa muito. Não pensei que ia gostar tanto desse disco. De verdade.

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