Eu era 100% sexy no Orkut #1: tô começando a ficar doido

Você deve estar se perguntando o que diabos significa que eu era 100% sexy no Orkut e o que isso está fazendo dentro do Puro Pop. Primeiramente, se você tá aqui, a chance de saber que esse lugar é uma várzea sem tamanho é enorme. Segundo, porque ser 100% sexy no Orkut não te levava a lugar nenhum, senão para um abismo de confusão mental. A resposta do porque você era 100% sexy, confiável ou legal pode ser algo que vá trazer ESCLARECIMENTO à mente humana e ainda não estamos preparados para isso. Isso ou eu dei uma risadinha ao pensar que era 100% sexy naquela gloriosa rede social e ficou #voltaorkut.

Dado esse começo completamente sem sentido, acho digno dizer que isso aqui era pra ser uma espécie de podcast para o tempo de reclusão por causa do coronavírus (FICA EM CASA, FDP!) ou pra servir como fundo pra quem quiser dar voadora em quem tá fazendo rolêzinho por aí. Só que rolou uma preguiça e falta de participantes e não acredito que vocês ouviriam 20 ou 30 minutos só comigo falando groselha. Ou ouviriam, deixa um comentário, fala comigo no Twitter, ME MANDA UM ALÔ DA JANELA DA SUA CASA.

O que é isso aqui de verdade? Pensamentos, coisas que eu joguei, vi e li e que deveria escrever sobre de maneira detalhada e decente, mas minha cabeça simplesmente se recusa a trabalhar dessa maneira quando já não estou trabalhando e ficou por isso mesmo. Em resumo, vou falar um monte de groselha que vier na mente, amontoado como se isso aqui fosse um imenso FLOGÃO, mas sem fotos minhas ou de, sei lá, caminhões e máquinas agrícolas. Ok, talvez com máquinas agrícolas.

Poderia fazer isso fora do Puro Pop? Provavelmente, mas fazer OUTRO blog pra falar sobre isso me cansa. Fora que deve ter tipo duas pessoas que achariam interessante o que eu tenho pra falar sobre, sei lá, Goldfinger tocando Superman na quarentena.

FALANDO EM QUARENTENA

Fica em casa, porra! Se você não pode, se cuida, mas não fica achando que não vai acontecer nada, seu cretino ou cretina!

Dito isso, Doom Eternal! :)

RIP AND TEAR!

Doom Eternal merecia um review completo, pois é um jogo MUITO legal. Tem sangue, tem violência, faz você não pensar na pressão e total desesperança que o mundo apresenta a cada sufocante segundo dos nossos dias. E você começa com uma shotgun e dá pra pegar uns bonequinhos legais.

O jogo é mais caótico que o primeiro, ainda que tenha umas partes imbecis de plataforma que me deixaram mais puto do que deveriam, mas ainda assim, é bonito de destroçar demônios com uma guitarrinha FURIOSA de fundo.

Doom Eternal, joguem quando puderem.

Tiger King: pessoas horríveis tomando decisões cada vez piores

Durante esse período parado e trabalhando em casa sem poder botar a fuça pra fora de casa, me impedindo de finalmente viver a minha vida com uma alegria que eu tava sentindo até o mundo resolver que “NÃO VAI SORRIR SINCERO E TER ESPERANÇA NO AMANHÃ! NOT ON MY WATCH!”, assisti Tiger King, minissérie disponível na Netflix e qual é o problema com as pessoas do interior dos EUA e/ou Flórida?

Por que as pessoas querem criar tigres e leões? Por que as pessoas não desistiram do visual com mullets? Por que as pessoas são horríveis e POR QUE EU NÃO CONSEGUI PARAR DE VER ESSE DESASTRE? Parabéns pro pessoal que fez esse “documentário” que parece um reality show da MTV e do E! por fazer cada episódio terminar de um jeito tão imbecil que me deixava com vontade de assistir o próximo. Joe Exotic seria deputado estadual com tranquilidade se fosse brasileiro.

Dua Lipa. Pois é, Dua Lipa

Dua Lipa lançou ali no auge do “a gente não vai poder sair de casa mesmo?” um novo disco chamado Future Nostalgia. Confesso que o máximo que eu sabia sobre a cantora era que ela era bonita, pois nunca tinha parado pra ouvir UMA música dela (ou pelo menos sabia que era dela).

Esse foi o embalo que me levou, no auge da reclusão (EU QUERO SAIR DE CASA, PQP!), a ouvir o disco. E eu gostei!

Acredito que tem gente com muito mais bagagem pra falar sobre, mas foi um disco que em boa parte de sua duração me pareceu trilha de Just Dance e isso não é algo ruim. Eu realmente gostei da música que tem o mesmo título do disco. Já ouvi mais vezes do que esperava.

Continuando no embalo musical, BREAKING BENJAMIN!

Querida agonia!

Breaking Benjamin lançou em janeiro um disco com versões acústicas de suas músicas que tinha tudo pra ser mais que demais, já que trazia participações de cantores de outras bandas, como Santa Asonia, Red e Cold. As músicas funcionam, mas parecem um pouco esquisitas porque não parece que os artistas se juntaram pra gravar novas versões, mas só pegaram o vocal original, tiraram distorção e partiram pro abraço.

Porém, a melhor versão, de Dear Agony, com participação de Lacey Sturm, antiga vocalista do Flyleaf, ficou realmente boa e ganhou até clipe, que essa semana eu tô assistindo e agora fiquei afim de jogar aqui.

O vocalista do Breaking Benjamin não sabe gravar clipe, né? Todo desengonçado o mesmo. Parece que tá desconjuntado.

Final Fantasy 7 Remake?

Tô jogando, ainda não terminei. Por enquanto, valeu todo o dinheiro que eu gastei nele. Tá me fazendo questionar porque diabos as pessoas sempre gostaram da Aerith, que tem tanto sabor e sal quanto um isoporsitos.

E Tifa is waifu. <3

Divulgação/Square Enix

Run!

No último dia 13, estreou na HBO Run, nova série criada por Vicky Jones e produzida pela Phoebe Waller-Bridge, criadora de Fleabag. A série conta a história de dois ex-namorados que tinham um pacto que se um mandasse uma mensagem com RUN e o outro respondesse, basicamente fugiriam. A série mostra exatamente isso acontecendo.

O primeiro episódio é realmente bom, é engraçado e dá muita vontade de saber exatamente como era a vida dos dois antes e porque diabos eles resolveram fugir. De um jeito que me fez pensar mais do que deveria, pois eu queria ser mais impulsivo em vez de pensar tanto nas coisas.

Tudo isso vai passar

Quando eu comecei a escrever isso aqui, fiz isso por estar com a cabeça cheia de ideias, mas sem a menor condição de organizá-las de um jeito decente. Basicamente assumi o modo “blog 2003” pra ver se saía alguma coisa.

Só passou um mês desde que fiquei 100% trabalhando dentro de casa e é uma coisa doida porque há anos eu trabalhava assim, apenas saindo de volta em março, mas existia aquela coisa de “se eu quiser sair, eu saio”. Tenho uma sorte absurda de poder trabalhar em casa, coisa que muita gente aí fora não tem, então isso me deixa um pouco ressabiado de reclamar. É um problema sério, que um bando de imbecis não tá levando em consideração por causa de governante idiota, mas é o que é.

Só que o impacto na minha cabeça foi maior do que o esperado, exatamente por essa coisa de “vida pausou”. Todos os planos pararam. Sejam eles pra viajar, pra tomar aquela cerveja com um amigo, pra sair comer um pastel na feira, pra, sei lá, falar para aquela bonita que queria dar uns beijos nela. PAROU TUDO e isso bugou a minha e com certeza a cabeça de muita gente.

Porque sim

Porque durante anos, a gente se fechou nessa coisa de internet, que poderia unir todo mundo com facilidade e agora a gente viu que tá todo mundo sozinho, mesmo que se fale todos os dias. E essa impossibilidade de encontrar as pessoas que a gente quer é que realmente bate. Obviamente nem se compara com quem tá passando por casos de familiares e próximos doentes nesse momento, mas falo do meu caso, que pode ser similar ao de outras pessoas.

Acho que esse amontoado de notícias de cultura pop, faladas de um jeito cretino, é o meu jeito de lidar com o fato de que as coisas estão paradas, mas que tudo isso vai passar. Quero acreditar nisso. Quando, eu não sei, mas vai. E falar dessas coisas ajuda a criar uma sensação de que o normal ainda existe. Que vai rolar aquela cerveja com os amigos, aquele pastel na feira ou o muito provável fora daquela bonita.

Espero que não demore muito. FICA EM CASA, CARAIO!

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