Tom Cruise é um homem louco. Essa foi a sensação que eu tive ao fim das quase duas horas e meia de Missão Impossível: Efeito Fallout. Mesmo sabendo que teve muito dublê envolvido, tem muita coisa no novo filme da série que só me faz acreditar que por trás daquele sorriso gigante dele, existe um desejo de morrer sem tamanho, pois o homem pula de prédio, quebra o pé de um jeito GROTESCO, sobre no prédio e sai andando. Mancado, mas PUTA MERDA!

Eu acho que isso resume bem o que é Missão Impossível: Efeito Fallout, filme que chegou essa semana aos cinemas de todo mundo. O filme é talvez a primeira sequência direta da série, mostrando exatamente o tempo desde o último filme, Missão Impossível: Nação Secreta e as consequências de ações tomadas naquele filme.

Aqui, mais uma vez Ethan Hunt se vê como alvo de intrigas que podem marcá-lo como traidor, em uma trama que coloca antigos vilões, terroristas querendo explodir cidades inteiras e consegue amarrar muito bem algumas poucas pontas soltas da série neste que pode ser não só o melhor título da franquia, mas também um dos melhores filmes de ação do ano. É BOM ASSIM!

Plutônio, Superman de bigode e o HOMEM MAIS RÁPIDO DO MUNDO

A trama de Efeito Fallout consegue ser bastante previsível, boa parte porque os trailers e qualquer outro material de divulgação não tentaram esconder o fato que Henry Cavill é um vilão. Por isso, durante boa parte do filme, você fica esperando pelo momento em que tudo se encaixará e o pau vai comer.

Talvez por isso, em momento algum esperei um momento de redenção do personagem do Cavill, que mesmo parecendo um tanto engessado em boa parte do filme, tem alguns momentos que mostra que pode sim ser mais que um Superman.

Falando em Superman, só um adendo: Missão Impossível: Efeito Fallout é o filme responsável pelo Cavill ter aquela boca HORRÍVEL feita em CGI em Liga da Justiça, já que a Paramount não permitiu que ele raspasse o bigode para as refilmagens do filme da Warner. Após assistir Efeito Fallout, é possível falar que essa proibição foi 100%, sem sombra de dúvida, uma ZOEIRA SEM LIMITES por parte da Paramount, já que o bigodão do Cavill no filme muitas vezes parece de mentira, então não faria diferença se o cara raspasse e usasse um postiço no lugar. Não deixaram raspar só pra rir depois mesmo.

Voltando ao Missão Impossível, a trama se desenvolve rápido, girando em torno de um roubo de plutônio, que cai nas mãos erradas porque Ethan Hunt não consegue deixar as pessoas morrerem. Isso gera uma crise e, mais uma vez, o agente fica no centro de tudo.

O legal é que o filme não deixa o espectador respirar, movimentando a história pra frente a cada cena. Isso faz com que a duração do longa não seja tão perceptível, algo muito bom.

Os coadjuvantes estão excelentes, com destaques, mais uma vez, para Simon Pegg e Rebecca Fergusson, que retorna do último filme e ainda parte meu coração não ter sido escolhida pra ser a Capitã Marvel nos cinemas.

Neste filme, finalmente parecem ter puxado o gatilho em algo que não precisavam no desenvolvimento da personagem, mas também parece muito que seria uma progressão natural, principalmente pelo que é mostrado em Efeito Fallout.

O show ainda é dominado pelo Tom Cruise, que domina o personagem do Ethan Hunt de um jeito que, no futuro, vai ser complicado ver outra pessoa no lugar.

Em várias cenas, é possível notar que é o Cruise mesmo dando porrada, pulando e o escambau. Outros atores fazem o mesmo, mas é impressionante ver um cara do nível dele ainda se entregando tanto ao papel como se fosse um jovem de vinte e poucos anos tentando impressionar.

Sério, tem uma cena em que o Cruise faz a melhor coisa que consegue fazer, que é correr como se estivesse a um milhão de quilômetros por hora. Esse vídeo aí embaixo mostra até Nação Secreta, mas leve em consideração que em Efeito Fallout ele tem toda uma sequência correndo que eu cheguei a questionar se aquela desgraça toda era feita em computação gráfica.

Parem com os efeitos bobos e só emulem o Cruise correndo que o Flash vai correr rápido e de maneira convincente no cinema e TV.

Em resumo

Falei pra cacete, mas um bom jeito de resumir é que Missão Impossível: Efeito Fallout é um excelente filme de ação, surpreendendo por entregar exatamente aquilo que os fãs da série esperavam e mais um pouco. A franquia só vem melhorando desde o terceiro filme e, seguindo nesse ritmo, e com o Tom Cruise cada vez mais louco com o passar dos anos, provavelmente veremos esse senhor (ele já tá com CINQUENTA E SEIS ANOS DE IDADE) correndo insanamente , pelo menos, em mais um filme.

Se conseguir ser melhor que esse, ninguém vai pensar em não aceitar essa missão.

(Você viu a jogadinha que eu dei nesse final? VOCÊ VIU? Dei um self high five pela cretinice depois dessa!)

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