Review: Maze Runner: Correr ou Morrer

Depois do sucesso de Jogos Vorazes, Hollywood viu nas adaptações de livros juvenis um novo filão pra ganhar dinheiro. Desde então, estúdios vêm tentando replicar o sucesso do filme com a Jennifer Lawrence. De vez em quando, sai algo como o fraco Divergente ou algo que te pega de surpresa, como Maze Runner: Correr ou Morrer.

É válido comentar que não faço ideia quais são as mudanças em relação ao livro pelo simples fato de que eu resolvi assisti-lo sem essa bagagem. E talvez por causa disso, Maze Runner funciona tão bem no cinema.

Mais Senhor das Moscas que Jogos Vorazes

Logo no início de Maze Runner, vemos Thomas um jovem que perdeu a sua memória, sendo deixado em uma clareira povoada por outros jovens. Ali, ele descobre que todos os meses um novo moleque é jogado lá, junto com alguns mantimentos, sem explicação alguma. Todos chegam sem lembrar seus nomes, mas isso logo volta ao normal, apesar de seus passados ainda serem um mistério.

A maneira como tudo é apresentado (uma sociedade criada do zero por meninos que não sabem como sair dali) lembra muito o livro O Senhor das Moscas. Ao focar nesse lado, em vez de ficar tentando explicar o universo, mostrando todo um futuro distópico como Jogos Vorazes ou Divergente, Maze Runner tenta se manter com as próprias pernas, apresentando um mistério que envolve melhor o espectador.

Maze Runner 2

Isso não significa que ele seja melhor que Jogos Vorazes (ainda uma série bem superior), mas ele tenta fazer as coisas do seu jeito, em vez de tentar usar a fórmula que deu certo e quebrando a cara no processo (eu ainda estou olhando pra você, Divergente).

Labirinto e ficção científica

Passando por esse lado da sociedade criada pelos moleques, o filme também cria todo um mistério em relação ao tal labirinto. O negócio muda sua configuração toda a noite e é habitado por monstros, que impedem a fuga dos moleques. Maze Runner trabalha muito bem em como mostrar tudo, sempre acompanhando Thomas. Inclusive, o personagem principal, interpretado pelo ator Dylan O’Brien, funciona muito bem como o herói da coisa toda, se tornando uma espécie de líder involuntário da galera.

Todo o elenco consegue convencer bem em seus papeis, apesar de o único personagem feminino de destaque, Teresa, interpretada pela atriz Kaya Scodelario, não ter absolutamente NADA pra fazer a não ser parecer linda (inclusive, belíssimo trabalho). Com o desenrolar da história, é possível notar que a personagem tem muito mais o que fazer nas sequências, mas nesse primeiro filme, deixou a desejar.

Maze Runner

Mesmo assim, ao final do longa, é possível dizer que Maze Runner é um filme surpreendentemente divertido. Ele te prende com a sua história e personagens, fazendo com que você fique apreensivo em relação aos seus destinos e para saber o que diabos está acontecendo naquele universo. Uma sequência já foi anunciada, com direito a artes conceituais dela terem sido reveladas durante a última San Diego Comic-Con.

Seria equivocado indicar Maze Runner para os fãs de Jogos Vorazes apenas por ambos terem sido baseados em livros juvenis, mas é possível falar que a nova adaptação consegue alcançar o nível da primeira parte da história da Katniss com certa tranquilidade. Se seguir assim, serão duas boas séries no cinema. No final, todo mundo sai ganhando.

PS: E sim, o filme dá uma vontade enorme de ler os livros.

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