Review: Kong: A Ilha da Caveira

Anos atrás, eu me empolguei com o fato de Peter Jackson resolver fazer King Kong logo depois de O Senhor dos Anéis. Três horas depois, eu só tava cansado. Quando anunciaram um novo filme americano do Godzilla, pensei “AGORA VAI!”. Tirando umas duas ou três cenas, não foi. Agora, Kong: A Ilha da Caveira chega para tentar colocar o King Kong de volta na tela do cinema em um filme divertido. Eu fui com o pensamento de “Quero ver um macaco gigante pirando forte e Brie Larson sendo bonita”. Depois de duas horas de filme, eu posso dizer “AGORA SIM ESSE NEGÓCIO DE FILME DE MONSTRO VOLTOU A DAR CERTO EM HOLLYWOOD!”.

Kong: A Ilha da Caveira se passa em 1973, logo após os EUA largarem os bets da Guerra do Vietnã. Uma empresa, que você já conhece se assistiu o filme ruim do Godzilla de 2014, encontra uma ilha no meio do nada e pretende ir pra lá. Após algum período de exposição, eles levam um mercenário (o Loki), uma fotógrafa (a Capitã Marvel) e soldados liderados por um sujeito que precisa de guerra pra viver (o Nick Fury).

Como era de se esperar, o filme é cheio de mensagens anti-guerra, algumas bem feitas, outras esfregadas na tua cara e que parecem discurso feito por aluno da oitava série que quer pagar de politizado, mas tudo é feito na maior boa vontade, então você não acha tão ruim.

Tudo poderia desandar se não fosse a grande estrela do filme, Kong. O bichão é responsável pelas melhores cenas do filme, com direito a uma apresentação que em vários momentos eu pensei “Essa porra ficaria LOUCA de wallpaper”.

Parece cretino, mas os momentos em que o Kong está na tela, rola uma sensação de que você tá finalmente vendo um filme de monstros divertido. E é exatamente isso que Kong: A Ilha da Caveira é: divertido.

Apesar de ter seus momentos em que tenta ser mais sério, por causa de problemas com a guerra e a devastação de espécies, o longa sabe que é sobre um bando de milicos caçando um macaco gigante no meio do mato. Por causa disso, ele abraça a galhofa várias vezes, fazendo piadinhas e trazendo cenas como o Loki de máscara de gás, lutando contra uns monstros voadores enquanto usa uma espada. É cretino, mas é legal de ver na tela do cinema.

E eu acho que essa é a grande graça do filme. Ele não tenta ser muito mais do que aquilo que todo mundo espera e, por isso, acaba entregando uma experiência satisfatória no cinema. Claro que vai ter gente saindo reclamando de algum diálogo, ou do design do macaco (que eu achei até bem legal) ou que algumas coisas não fazem sentido. E são as pessoas que vão torcer o nariz quando eu falar que são todos tontos por pensarem isso de um filme de um macaco gigante, barbarizando geral numa ilha.

Além disso, Kong: A Ilha da Caveira ainda consegue ser o verdadeiro pontapé inicial de um universo compartilhado com outros monstros, algo que, na teoria já aconteceu, mas é aqui que o negócio realmente começa a rolar.

Eu poderia sair falando mais sobre Kong: A Ilha da Caveira, fazer o velho review “receita de bolo”, mas a melhor coisa que eu poderia falar sobre o filme é “ele é tonto, mas é muito divertido. Assiste esse negócio de uma vez. Abraços”. Tá bom assim?

PS: Tem cena depois dos créditos.

 

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