A ideia de recriar em laboratório dinossauros, colocá-los em uma ilha isolada e transformar o lugar num parque temático pode parecer boa, mas sempre foi cretina. É uma receita pro desastre, algo que já foi mostrado em três filmes. Então, Jurassic World chega pega a ideia cretina e potencializando a coisa toda, recriando o parque com dinossauros e criando uma nova espécie mais letal, esperando que tudo dê certo. É óbvio que não dá, algo que felizmente acontece e nos permite ver cenas como velociraptors correndo do lado de uma moto em busca de um bicho maior.

Sim, Jurassic World abraça a galhofa que todo mundo estava esperando dele, consegue respeitar bem o primeiro filme e ainda divertir, desde que você não seja um chato que quer profundidade em todos os blockbusters de Hollywood.

Um novo parque para todo mundo

Jurassic World segue uma história bem simples. Dois moleques vão passar uns dias com a tia, a responsável pelo Jurassic World, nova versão do Parque dos Dinossauros. O nome foi trocado em respeito às pessoas que morreram no primeiro parque, algo que é mencionado algumas vezes  durante o filme.

Esse respeito em relação ao longa original é bem legal e gera bons momentos em Jurassic World, seja por vermos uma camiseta com o velho logo do parque ou uma parte do lugar sendo mostrada. Tudo é feito para reconhecer o que veio antes e tentar seguir em frente.

No meio disso tudo, temos um sujeito que foi soldado e hoje trabalha no parque treinando raptors. Interpretado pelo Chris Pratt no embalo de “sou o novo astro maneiro de Hollywood”, o personagem teria tudo pra ser um saco na mão de outro ator, mas funciona muito bem aqui.

Oi, gatas

Oi, gatas

O lance dele “domar” os raptors é meio ridículo, mas faz um baita sentido no filme por causa de uma fala do cientista responsável pela recriação dos bichos em laboratório. Quando ele comenta a forma como todos os dinossauros do parque são feitos, a possibilidade de eles serem domesticados aparece e a cena dos bichos correndo ao lado da moto, algo que consegue ser um misto de cretinice e awesomeness, casa com a realidade daquele mundo.

Qual era a necessidade de criar outro bicho?

Na trama, o parque precisa de mais atrações para chamar atenção do público. Pensando nisso, os cientistas resolvem criar uma nova espécie, misturando uma porrada de coisas, para ser a estrela do lugar. Obviamente que merda acontece, o bicho escapa e aí temos, Star Lord, o domador de dinossauros, e a tia dos moleques, interpretada pela Bryce Dallas Howard, indo atrás das crianças, que agora estão perdidas na ilha.

É um plot um tanto manjado, mas o filme consegue embalar bem na ação e aí tudo se torna diversão. E eu acho que essa é a graça de Jurassic World.

Jurassic World piazada

Em momento algum, ele tenta ser mais do que é: uma continuação de algo que todos já conhecem e que tenta oferecer ação, algumas piadinhas e dinossauros destruindo coisas e comendo pessoas. Não existe uma tentativa de tornar o longa em algo mais científico ou sério. Ele consegue ser relativamente leve, apesar de ter um bicho matando geral na ilha.

Jurassic World não é um filme perfeito, dá uma deslizadas em algumas cenas (a do sinalizador, perto do final, é um tanto forçada), mas, como um todo, ele consegue ser um blockbuster divertidão.

Ok, essa cena é forçada, mas tudo bem

Ok, essa cena é forçada, mas tudo bem

Eu acho que isso parece estar em falta hoje em dia. Parece que todo filme tem que trazer algo profundo, algo que critica o mundo ou qualquer elemento que vai além da história do longa, mas Jurassic World é só aquilo mesmo. Um parque cheio de dinossauros, um cara malandrão, umas crianças espertas, uma moça que, quando o negócio aperta, se mostra decidida e fodona, e pronto.

Apenas o bom e velho cinemão pipoca que Hollywood consegue criar.

Conclusão

Reviews aprovado Jurassic World

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