Review: Godzilla II: Rei dos Monstros

Quando Hollywood tentou fazer Godzilla dentro dos EUA, ainda na década de 90, saiu um filme bem ruim, mas que tinha uma trilha sonora interessante. Em 2014, Hollywood tentou de novo e, apesar de a trilha não ser tão interessante, o bichão mesmo era legal, só que o filme focou tempo demais no drama de um soldado voltando pra casa e o negócio ficou meio chato.

Aí chega Godzilla II: Rei dos Monstros, uma sequência direta do filme de 2014 e que teve um Kong: Ilha da Caveira no meio e, mesmo com alguns tropeços, parece que Hollywood entendeu como fazer filme de um lagarto radioativo gigante. E a trilha sonora é foda.

Um draminha de família no meio de bicho gigante saindo no tapa

Assim como aconteceu no Godzilla de 2014, o novo filme é bastante centrado no drama de uma família que perdeu um filho durante o quebra pau de São Francisco e como a mãe, uma cientista, ajudou a desenvolver uma máquina que consegue acalmar, atrair e provocar os monstros. Monstros no plural mesmo, porque tem mais de 20 que foram identificados pelo mundo.

A mãe e a filha são sequestradas por ecoterroristas liderados por Tywin Lannister sempre bolado, e a Monarch vai atrás do pai da criança, que participou da criação da máquina, para tentar localizar a família.

Godzilla humanos

Veja bem, eu tô falando da maneira mais superficial possível porque tudo isso é desculpa pra mencionarem o Kong na Ilha da Caveira e falar que tem os bichos que todo mundo queria ver num filme do Godzilla. A história em si não ofende e, apesar de um começo meio arrastado, o filme engata a segunda marcha e embala quando o Godzilla aparece pra sentar a porrada em outro bicho.

Mais Godzilla = Mais diversão

Eu não fui assistir Godzilla II: Rei dos Monstros esperando um grande drama humano, com questões filosóficas e políticas bem trabalhadas. Eu fui pra ver monstro gigante saindo na porrada, grito, explosão e destruição.

Mesmo com o núcleo humano meio falho, porém funcionando pro que deveria ser, o filme BRILHA quando o Godzilla e outros monstros aparecem pra brigar. A trilha fica melhor, a fotografia é mais legal e você vê cidades sendo NIVELADAS na base de bafo atômico e porrada. MUITA porrada.

Rei dos Monstros tem muito mais ação que o filme de 2014 e se faz valer pelos momentos em que os bichos aparecem. É um filme bastante escuro, o que prejudica bastante se você for assistir em 3D, mas ainda é bem impressionante quando o pau come.

O problema tá nos momentos sem monstro, em que a história, em boa parte dela, tem um ritmo mais arrastado e você fica pensando “Tá bom, chama os monstros de novo pra gente ver eles se destruírem”.

No geral, Godzilla II: Rei dos Monstros é um filme muito legal pra quem gosta desses filmes com kaijus ou só quer ver uma pancadaria gigantesca rolando na tela do cinema.

O filme ainda tem um jeito bastante interessante de preparar terreno pro próximo longa, que já foi filmado e vai colocar a luta que todo mundo quer ver. Por isso, preste atenção nas cenas durante os créditos e na depois deles, já que dão o tom do que vai ser feito no próximo filme, que chega aos cinemas no ano que vem.

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