Review: Chorar de Rir

Há algum tempo, trombei com um link sobre o comediante Leandro Hassum em que ele falava sobre o seu novo filme, Chorar de Rir, e como suas maiores críticas porque “não riem de nada do que eu faço”. Nesse momento, eu estou 100% em sintonia com a família Hassum.

Chorar de Rir é aquele tipo de filme que você assiste pensando que deve ser muito fácil fazer filme no Brasil se você trabalha em humorístico da Globo. Porque não faz sentido algum o investimento em um filme cheio de piadas sem graça, mesmo tendo uma história que poderia funcionar se fosse feito por alguém que manja do que tá fazendo.

O comediante em busca de reconhecimento

Chorar de Rir conta a história de Nilo Perequê, um humorista que tem um programa de TV de sucesso e que, pelos trechos mostrados, era um Zorra Total piorado.

Ele é indicado para um prêmio importante e ganha na categoria de comédia, mas toma uma porrada da vida ao basicamente ouvir que ninguém se importa com comédia. Ele então resolve se mostrar um ator dramático e eventualmente as coisas desandam.

Veja bem, isso aí não é particularmente inovador, mas também não é ruim. Só que a comédia do Hassum não funciona e o filme é cheio de momentos constrangedores.

Não vou dizer que não dei UMA risada no filme, como aconteceu naquela atrocidade do Danilo Gentili, porque Chorar de Rir tem no seu elenco Caito Mainier, que é conhecido pela TV Quase, com o Choque de Cultura e Falha de Cobertura. Ele aparece em poucas cenas, mas em todas eu ri, então parabéns pela contratação pro filme, nem tudo foi perdido.

O maior problema é que se o filme não fosse tanto pro “humor Zorra Total”, que inclusive já foi até deixado de lado pelo próprio Zorra Total, ele poderia render algo divertido. Talvez seja o humor do Leandro Hassum que não funciona comigo (e como ele mesmo revelou, nem com a sua família), mas pelo filme se ancorar tanto nele, obviamente por ser a estrela da história, as cenas são somente sem graça e constrangedoras.

Nem é um filme ofensivo, nisso eu achei até que eles se saíram muito bem, mas ele é o tipo de filme que tem aquela pegada “filme da Globo”, sabe?

Tem uma galera ali que não atua mal, mas parece que o todo não encaixa e fica só aquela sensação de “Qual é a necessidade disso?”.

Se você é fã do Leandro Hassum e dava risada com o Zorra Total, provavelmente vai achar Chorar de Rir divertido. Se não é o seu caso, é melhor deixar esse passar despercebido e tocar o barco.

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