Não consigo dizer que Mãe!,o mais novo trabalho Darren Aronofsky, seja um suspense ou thriller psicológico. Está mais próximo de um romance com tons de auto-ajuda, apesar dessa última categoria ser uma espécie de coaching, levantando perguntas difíceis de serem respondidas.

O astro do filme é você

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Mesmo contando com boas atuações de Javier Bardem (Poeta), Michelle Pfeiffer (esposa) e claro, Jennifer Lawrence (Inspiração), o grande astro do filme é o subtexto escondido em dezenas de referências a humanidade, passagens bíblicas e teorias cíclicas. E o melhor de tudo é que esse tipo de obra realmente faz com que o espectador construa junto com os personagens o sentido da história e de seus elementos.

Filme duro de ver

Por conta de toda essa subjetividade, temos em Mãe! um produto complicado de ser digerido, pois ele depende muito da maturidade e percepção da vida e da fé do espectador. Eu, por exemplo, me deparei com sentimentos controversos sobre a fé que tanto me auxilia em diversos momentos. Não estou falando somente de acreditar em Deus ou na igreja, pois a discussão que Aronofsky propõe é muito maior, fazendo com que você questione até mesmo a bondade que o ser humano julga ter.

Terceiro ato absurdo

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Por fim, destaco os trabalhos de mixagem e edição de som, pois assim como em Cisne Negro (2010) a ausência de trilha é trabalhada para sentirmos o desconforto da protagonista. Outro detalhe interessante é o modo com que a filmagem foi realizada para termos somente o ponto de vista de Lawrance, trabalhando com câmera na mão e recursos de entrada tardia em quadros centrais.

Das cinzas

Depois de sua versão de Noé (2014) e da produção de Jackie (2016), temos mais um filme que continua em nossa mente mesmo após suas quase duas horas de duração, afinal em meio a muitos lançamentos parecidos, é gratificante contemplarmos obras tão catárticas como essa.

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