Go Go Power Rangers!

Quando anunciaram o filme dos Power Rangers, com um novo elenco e recontando a história da primeira temporada, soou aquele alarme de “Vai dar merda”. Quando o elenco, cheio de rostos desconhecidos, foi anunciado, soou o alarme de “Isso vai dar merda”. Quando anunciaram Elizabeth Banks como Rita Repulsa, devo dizer que fiquei intrigado. Quando anunciaram Bill Hader como a voz do Alpha 5, eu pensei “Ok…”. Aí anunciaram Bryan Cranston como Zordon e comecei a pensar “Talvez eles tenham algo aí”. O primeiro trailer saiu e não parecia ruim. Quando o último trailer foi liberado, com Rangers morfados, Goldar, Zords e o escambau, uma parte de mim penso “Isso ainda pode dar merda”, mas o resto tava empolgado.

E aí, surpreendendo a parte que tava pensando que daria tudo errado, Power Rangers é REALMENTE DIVERTIDO!

O filme pega a fórmula, que não era lá grande coisa, da série original e transforma em algo que faz mais sentido, desenvolve melhor os personagens, dá um motivo pra eles ficarem na Alameda dos Anjos, reforça a mitologia atrás dos Rangers e ainda entrega humor, ação e diversão.

They’ve got a power and a force that you’ve never seen before

A trama do filme dos Power Rangers é bem simples. Após um ataque milhões de anos atrás, Zordon consegue prender a Rita Repulsa na Terra e fica no planeta, esperando o momento em que uma nova equipe de Power Rangers possa trabalhar como novos salvadores. Nisso, conhecemos Jason, Kimberly, Zack, Trini e Billy.

Em vez de apenas jovens estudantes que usam roupas com as cores que eventualmente usarão como Rangers, aqui temos jovens desajustados do seu próprio jeito, com problemas reais e que fazem deles algo mais próximos de pessoas, algo que não acontecia na série original.

E essa é talvez a grande sacada do novo filme. Apesar de vermos treinamentos e toda aquela folia, você só vê os Rangers e os Zords em ação no terceiro ato, deixando boa parte do filme para você conhecer essa nova versão (mais interessante) dos heróis e começar a gostar de cada um deles.

Faz sentido porque jovens tão diferentes, mas de certa forma bem parecidos, se juntam e acabam virando uma equipe de “adolescentes com atitude”, lutando contra seres de outros planetas para defender o universo. Um belo exemplo disso é o Jason, que na série meio que virou líder porque vestia vermelho e virou o Ranger Vermelho. Apesar de a cor meio que ter sido decisiva no filme, você vê o cara fazer por merecer.

É hora de morfar!

A trama do filme é bem simples e você já deve imaginar exatamente o que deve acontecer nele. Existem algumas viradas de mesa, mas o filme é aquilo que os fãs queriam, já que apesar de ser diferente, o reboot respeita bastante a série original, e ainda consegue chamar uma nova geração de fãs, pois é um filme realmente divertido. Sabe aqueles longas de matinê que você assistia quando era criança? Power Rangers é assim.

Ele não pretende mudar o mundo do cinema, ganhar trocentos prêmios e o escambau. Ele funciona exatamente naquilo que se propôs, que é chamar uma nova geração que ignorava Power Rangers, revitalizar a marca perante fãs e aqueles que já haviam deixado tudo aquilo de lado, podendo construir algo em cima dessa nova plataforma.

E se os planos da Saban e da Lionsgate em ter uma franquia com uma história já planejada de sete filmes, isso pode acontecer com tranquilidade. Power Rangers têm história o suficiente para contar e, se continuar nesse ritmo do primeiro filme, talvez tenha público pra aguentar tudo.

Power Rangers não é um filme perfeito, tem algumas tiradas que você vê que poderiam ser melhores, mas nada que acabe com a graça dele como um todo. Apesar de alguns temas mais adultos, o longa tem uma pegada bem juvenil, o que faz todo o sentido do mundo.

Power Rangers é a primeira grande surpresa de 2017 e eu já espero que ele renda o suficiente pra continuarem a história. Inclusive, tem ceninha no meio dos créditos.

PS: E sim, o tema da série toca no filme. Infelizmente, não é essa versão:

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