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Frozen 2: muito além de LERIGOL

Frozen 2: muito além de LERIGOL

Eu não gostei do primeiro Frozen. Acho que é o melhor jeito de começar a falar sobre sua sequência, Frozen 2 (AH VÁ?!), filme o qual eu gostei bastante. Não sei se foi porque assisti no auge de todo mundo cantando a música tema ou sei lá o que, algo na animação nunca clicou comigo, além do fato de eu não ser o seu público alvo.

Eu poderia falar que vi o filme com a minha sobrinha de 7 anos e que ela gostou muito, inclusive, me falando em alguns momentos sobre coisas que aconteceram no primeiro filme e que, sinceramente, eu não lembrava porque, como disse, eu não gostei do primeiro Frozen.

Só que eu gostei de Frozen 2. Talvez por estar num bom dia ou por ter achado a animação muito bem feita, o filme me agradou bastante. Eu poderia falar como parte da história é uma alegoria à opressão europeia sobre culturas indígenas, mas ninguém vai militar em cima do filme da moça que faz umas paradas congelar e cantar sobre isso.

Frozen 2

Inclusive, Frozen 2 tem música pra caramba. Às vezes até demais, principalmente no começo, quando uma música quase engata na outra e elas são meio chatinhas. Elsa tá legal, vi a versão dublada, então não preciso reclamar da voz da Idina Menzel (que canta muito bem, mas eu não gosto), mas quando a história finalmente engrena, as músicas que tocam são legais, em especial a principal, que ganhou versão até com o vocalista do Panic at the Disco e que toca nos créditos do filme. É boa mesmo, não tô de sacanagem.

A história de Frozen 2 começa logo depois do primeiro, inclusive resumindo bem o que aconteceu e poupando as almas que conseguiram escapar das garras das Disney naquela época, mas caíram na sua rede dessa vez. Quando Elsa escuta uma cantoria cativante, mas que total poderia indicar que ela tem um toquezinho de disturbio por ficar ouvindo coisa sozinha, acaba tentando descobrir sua origem, algo que acaba por colocar em risco todo o seu reino.

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Com a ajuda de sua irmã, Anna, de Kristoff, personagem que é legalzinho no filme e provavelmente os fãs adoram, mas que tive que ir no IMDB procurar o nome porque esqueci completamente e só ia chamar “O cara grande que gosta da irmã da Frozen”, e Olaf, o boneco de neve que na versão dublada tem a voz do Fabio Porchat e que eu realmente curti, ela tenta salvar todos e descobrir de onde vem essa voz, que pode estar ligada ao passado de seus pais.

Olaf

É basicamente isso que você precisa pra assistir Frozen 2 e, por isso, vou falar do Olaf de novo. Durante o filme inteiro, fiquei pensando “esse bicho não tem uma voz estranha”. Eu assisti o primeiro Frozen legendado, então não fazia ideia que o Porchat que dublava ele e pô, baita trabalho legal do cara ali. Geralmente quando escolhem alguém famoso pra dublar, dá merda, mas ali foi legal mesmo. Confesso que ri algumas vezes, mostrando que a minha alma ainda não está completamente morta.

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Relendo tudo isso, parece que achei Frozen 2 um filme meia boca, mas não é o caso. Eu gostei do filme, achei divertido, tem uma boa mensagem pra criançada e os adultos devem curtir também. No fim, quem sai ganhando, mais uma vez, é a Disney, que vai faturar horrores com esse negócio (já tá) e renova o estoque de bonecos pra criançada pedir.

frozen

Assiste sem medo de ser feliz que é um filme bonitinho e, a melhor parte, a música principal não é irritante como Let It Go (“NOSSA! COMO VOCÊ PODE FALAR MAL DE LET IT GO?”, você pode perguntar e eu respondo “Com facilidade. Let It Go é ruim. Abraços!”).

 

 

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