Um dos meus primeiros videogames, o Super Nintendo, faz aniversário de 20 anos nesse mês.

Quais são suas memórias dos videogames tão antigos quanto o Super Nintendo? Se você é que nem eu, provavelmente vai lembrar de jogos bons. MUITO bons. Jogos que marcaram sua vida de um jeito que nenhum outro vai conseguir marcar. E é nesse ponto que quero chegar imediatamente.

Pense comigo: Você se lembra de algum jogo “meh” pra algum console da gloriosa era dos 16 bits?

No caso do SNES, só consigo me lembrar de dois tipos de jogos: os bons e os ruins. Ou um título era coberto de pura magia e até hoje causa a maior nostalgia possível, ou o título nem merecia ficar no videogame por ser… bem… estranho. Difícil. Qualquer coisa do tipo. O fato é que, nessa época, não me lembro de nenhum jogo que eu joguei apenas pra terminar e largar. Nessa geração, no entanto, isso acontece com uma frequência assustadora.

Hoje a jogatina evoluiu tanto e temos tantos jogos que você vê com facilidade uma maioria esmagadora de jogos no Metacritic que não chegam nem aos 70 de média. E eu até sei que pontuação não é uma boa medida para provar se um jogo é bom ou não, mas dá pra ver mesmo na prática: as lojas estão lotadas até o bico de títulos sem brilho que lhe proporcionam umas dez a quinze horas de gameplay totalmente genérico sem nenhuma profundidade, desafio ou particularidade. Perceba, não estou falando de jogos bons ou ruins, estou falando de jogos totalmente apáticos. É meio que deprimente ver essa falta de criatividade num ambiente que é marcado justamente por diversidade e idéias boas.

Vamos lá, pode contar quantas obras de arte você viu nessa geração de games. Não estou falando de jogos bons, estou falando daquele jogo maravilhoso que invocou o seu melhor espírito gamer e prendeu sua atenção do início até o fim.

O porque disso? Tantos argumentos podem entrar aqui que dá até preguiça. Pode ser a pirataria que faz o acesso à jogos ser tão fácil. Quem sabe a “facilidade” de se fazer um jogo, comprovada pelo tanto de softhouses nascentes que lançam um jogo qualquer de Unreal Engine 3 sem o menor esmero. É quase como se a indústria de games tivesse virado um assunto de gente grande, e o único interesse fosse o lucro e o dinheiro (eu sei que é exatamente assim, mas prefiro me manter com uma certa inocência)…

Se você é tão saudosista como eu, deve considerar o videogame como uma paixão e hoje deve ter pouco tempo para dar atenção ao seu querido console, se é que tem um. Se é pra investir uma boa grana nesse hobby e pagar controversos 200 reais em um jogo, você quer algo de qualidade, algo que seja digno do seu tempo livre, e não uma fórmula desgastada de jogo que vai jogar no limbo algumas horas da sua vida, sem recuperação. Se é mais novo, não deve ter pego a geração de ouro dos videogames, mas talvez vai achar que essa é a melhor época para ser um gamer (o que eu acho extremamente difícil de acontecer).

É perda de tempo desejar que todo jogo que saia seja uma maravilha. Também é inútil pedir para que o volume de lixo que enche as prateleiras seja reduzido. A solução acaba sendo ter que escolher bem os títulos que serão adicionados à sua coleção, tentando lidar com o risco de gastar seu precioso dinheiro de gamer com algo que vai juntar poeira na sua prateleira.

No fim das contas, eu sinto é saudades do meu Super Nintendo…

Games de Nossas Vidas é a reflexão desembestada e desordenada de Vitor Venâncio sobre jogos, que acontece de tempos em tempos aleatórios no Puro Pop. Sinta-se livre pra dissertar sobre sua opinião nos comentários, uma discussão saudável é sempre bom. E se quiser um incentivo, COMENTA POR FAVOR? :D

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